- A MFS, firma de crédito privado conhecida por empréstimos bridging, faliu após usar o mesmo colateral para vários empréstimos, o que levou bancos a reduzir linhas de financiamento.
- Entre os credores afetados estão Santander, Barclays, Jefferies, Wells Fargo e fundos como Apollo e Elliott; a Bloomberg aponta exposição do Santander em torno de 300 milhões.
- Santander afirma que a exposição ao crédito privado é inferior a 1% do crédito total do grupo, estimada em cerca de 2 mil milhões em crédito privado, considerada insignificante pelo executivo financeiro.
- BBVA estima exposição de aproximadamente 0,5% do risco total do grupo a fundos, com a maior parte dos empréstimos ligados a private equity e projetos apoiados por esses fundos.
- HSBC reconheceu impacto de cerca de 400 milhões por MFS, principalmente por financiar o fundo Atlas, do Apollo; analistas dizem que novas provisões podem afetar os lucros do Santander e do BBVA.
O Santander enfrenta impactos relacionados ao crédito privado, com a exposição a MFS estimada em cerca de 300 milhões de dólares, segundo cálculos do setor. A empresa foi abalada pela quebra da firma de crédito privado, cuja operação envolve empréstimos de curto prazo para reformar ativos imobiliários.
A MFS atuava com financiamentobridging, conectando empréstimos sem depósitos próprios a bancos e fundos. O modelo dependia de captação externo para sustentar a concessão de crédito a clientes, o que se tornou inviável após descobertas de práticas de garantia repetidas em múltiplos empréstimos.
O caso veio à tona após a descoberta de uso repetido de garantias, o que elevou dúvidas sobre a qualidade dos ativos e a capacidade de captação de recursos pela MFS. Bancos credores, incluindo Barclays, Jefferies, Wells Fargo e Santander, tiveram relevância na rede de empréstimos da empresa, juntamente com investidores como Apollo e Elliott.
Entre as instituições envolvidas no processo, o Santander é apontado como uma das entidades com exposição ao crédito privado, mantendo uma parcela estimada de menos de 1% do seu crédito total, o que representa cerca de 2 bilhões em crédito privado. A direção do banco afirma que a exposição está provisionada e não representa risco material.
Analistas ressaltam que a exposição da banca espanhola ao crédito privado permanece contida, mas o questionamento recai sobre a qualidade dos fundos aos quais as entidades têm financiado. A notícia de perdas de cerca de 400 milhões ligada ao HSBC elevou a preocupação com o impacto potencial em resultados de todo o ano para grandes bancos, caso se confirme deterioração ampla.
Especialistas destacam que, embora o caso não envolva apenas fundos de crédito privado, ele acende o alerta sobre práticas de due diligence e a possibilidade de novas falhas de avaliação. O cenário sugere que bancos podem precisar provisionar parte de suas carteiras de crédito privadas, ainda sem definição de valores adicionais.
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