- O porto do Açu, no Rio de Janeiro, planeja se tornar um hub de hidrogênio verde para produzir combustíveis sustentáveis, com uma área de 1 km² reservada para o projeto em uma implementação faseada de até vinte anos.
- A licença prévia já foi emitida, permitindo que companhias interessem-se e reservem espaço no terminal; futuramente será emitida a reserva de operação.
- As plantas devem produzir, ao ano, 605 mil toneladas de hidrogênio verde e hidrogênio azul, 1,9 milhão de toneladas de amônia verde e 315 mil toneladas de e-metanol.
- A Yamna, empresa inglesa, planeja fábrica de amônia verde com capacidade de até 1 milhão de toneladas por ano, com início previsto para 2030; a Fuella AS, da Noruega, reserva área para fábrica de amônia verde de até 520 MW, com produção de até 400 mil toneladas por ano.
- O projeto conta com parcerias da HIF Global, para e-metanol, e da H2Brazil, para hidrogênio verde; também há planos de instalação de um data center, com contratos firmados com duas multinacionais, ainda sem divulgação dos nomes.
O Porto do Açu, no Rio de Janeiro, planeja se tornar um hub de hidrogênio verde com foco na produção de combustíveis sustentáveis. A área destinada ao projeto alcança 1 km² e a implementação ocorrerá de forma faseada ao longo de 20 anos. A licença prévia permite que empresas interessadas reservem espaço no terminal, com uma etapa futura de reserva de operação.
O objetivo é gerar combustíveis para uso próprio dos setores marítimo, industrial e de transporte, não a exportação do hidrogênio. A projeção aponta produção anual de 605 mil toneladas de hidrogênio verde e azul, além de 1,9 milhão de toneladas de amônia verde e 315 mil toneladas de e-metanol.
A empresa controladora do porto, a Prumo, informou que o hub abriga acordos com companhias internacionais para instalações de produção de hidrogênio e derivados. A Yamna, empresa inglesa, planeja uma fábrica de amônia verde com até 1 milhão de toneladas por ano, com início previsto para 2030.
Outro acordo é com a Fuella AS, companhia norueguesa, para reserva de área destinada a uma fábrica de amônia verde de até 520 MW, com capacidade de até 400 mil toneladas anuais. Em paralelo, o porto mantém parcerias com a HIF Global para e-metanol e com a H2Brazil para hidrogênio verde.
Data center no porto
A administração também projeta a instalação de um data center. O terminal assinou contratos de desenvolvimento com duas multinacionais, ainda sem a divulgação de nomes. O executivo afirma que há atrativos como disponibilidade de água, energia, universidades próximas e incentivos estaduais.
Uma lei estadual, aprovada pela Alerj em 2024, prevê regime tributário diferenciado para data centers no Rio de Janeiro, com diferimento do ICMS até a tributação no destino. A previsão é anunciar nos próximos meses quais empresas participarão dos investimentos em data centers.
A zona portuária destaca vantagens competitivas para esse conjunto de projetos, incluindo infraestrutura e alinhamento com a transição para combustíveis mais limpos. A implementação ocorrerá em etapas, sempre com foco em ampliar a matriz de energia e tecnologia da região.
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