- ACS lança uma ampliación de capital de 2% (5,4 milhões de ações) e venda no mercado de 11,1 milhões de ações reservadas a planos de incentivo, totalizando 16,5 milhões de títulos avaliados em 2,173 bilhões de euros.
- A operação conta com exclusão do direito de subscrição e foi anunciada entre investidores qualificados; Rosán Inversiones, controlada pelo presidente Florentino Pérez, e CriteriaCaixa reforçarão suas participações.
- Rosán poderá assinar 1,2 milhões de ações (equivalentes a 158 milhões de euros) e CriteriaCaixa terá até 4,07 milhões de ações (até 536 milhões de euros); Criteria exige ficar abaixo de 25% da colocação.
- O caixa obtido, descontadas as despesas, será destinado ao plano de negócios, com foco em infraestrutura digital, centros de dados, semicondutores e IA; investimentos previstos de 5,5 a 6,0 bilhões de euros em capital.
- ACS encerra duas permutas financeiras com Société Générale e CaixaBank, estimando entrada de cerca de 1,1 bilhão de euros com a venda das ações de derivativos e da nova emissão.
ACS vende cerca de 2,1 bilhões de euros em ações e amplia capital para financiar plano estratégico
A ACS anunciou uma operação dupla para reforçar caixa e acelerar seu plano estratégico. Será uma ampliação de capital de 2% (5,4 milhões de ações) e a venda de 11,1 milhões de ações reservadas a planos de incentivos a diretores. O total de 16,5 milhões de títulos vale aproximadamente 2.173 milhões de euros a 131,7 euros por ação.
Os dois primeiros acionistas reforçam a posição. Florentino Pérez, por meio da Rosan Inversiones, detém 14,58% da empresa, e CriteriaCaixa possui 9,36%. As fontes indicam que os compromissos podem chegar a 700 milhões de euros.
Agora, por que ocorre: a operação visa financiar o plano de negócios da ACS, com foco em investimentos em infraestrutura digital e tecnológica, incluindo centros de dados, semicondutores e IA. A expectativa é acelerar oportunidades de investimento entre 5,5 e 6 bilhões de euros.
Detalhes da operação e condições
A ampliação de capital ocorreu entre investidores qualificados, sem direito de preferência. O segundo movimento envolve a liquidação antecipada de duas permutas financeiras firmadas em 2023 com Société Générale e CaixaBank, referentes a 11,1 milhões de ações.
A ACS informou à CNMV que possui ações em tesouraria suficientes para cobrir planos de entrega de ações, permitindo a finalização antecipada das permutas. As ações dos derivativos serão vendidas pelos bancos, o que gera uma entrada estimada de 1,1 bilhão de euros para a empresa.
A colocação acelerada, com Société Générale como estruturador, deve encerrar ainda hoje, com comunicado de preço e volume final após o fechamento do pregão. O anúncio ocorrerá antes da abertura de amanhã.
Participações e compromissos
Pelo lado dos investidores, Rosan se compromete a subscrever 1,2 milhão de ações, equivalente a 158 milhões de euros, já criteriosamente a formular. Criteria pode adquirir até 4,07 milhões de ações, valendo até 536 milhões de euros. Criteria definiu que a participação não ultrapasse 25% da colocação.
Rosan e Criteria concordaram em não mexer em suas participações por 90 dias a partir da conclusão da operação. Os recursos líquidos, segundo a ACS, serão destinados ao desenvolvimento do plano de negócio, incluindo investimentos estratégicos em mercados como América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.
Destino dos recursos
A principal aplicação envolve infraestrutura digital e tecnológica. Entre os ativos previstos estão centros de dados, instalações de semicondutores e infraestrutura de IA. A operação se alinha ao objetivo de ampliar a exposição a data centers, conforme plano divulgado anteriormente.
A ACS já investe em centros de dados por meio de uma plataforma conjunta com o fundo GIP BlackRock, com carteira inicial de 1,7 GW. O grupo busca ampliar operações na Europa, EUA e outras regiões, com oportunidades que superam 11 GW.
Perspectivas e metas
A empresa aponta que o dinheiro adicional pode sustentar novos investimentos estratégicos, incluindo aquisições de médias a grandes empresas de engenharia para ampliar presença em projetos de centros de dados na Europa. Em fevereiro, a ACS projetava crescimento de 20% a 25% no lucro líquido ordinário para 2026, na faixa de 1.030 a 1.070 milhões de euros.
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