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Brasileiro destina 8% do orçamento familiar a animais de estimação

Brasil destina 8% do orçamento familiar a pets; gasto médio mensal é R$ 690 por cão e R$ 574 por gato, com ração como principal despesa

Brasileiro gasta 8% do orçamento familiar com animais de estimação — Foto: Getty Images
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  • Brasileiros destinam 8% do orçamento familiar mensal aos animais de estimação, segundo a CVA Solutions, com renda média de R$ 8.411,00.
  • Custo médio mensal: cachorro R$ 690 e gato R$ 574; as maiores despesas são ração (R$ 202/mes para cães e R$ 158 para gatos), banho e tosa (R$ 174, apenas cães) e planos de saúde (R$ 135 para cães e R$ 125 para gatos).
  • 33% dos respondentes veem o pet como filho; 28% consideram o animal da família, sem tratá-lo como filho.
  • Apenas 25% assinam plano de saúde para pets, 37% apontam custo alto e 29% não veem necessidade; 67% dos não assinantes pagariam se a mensalidade fosse de R$ 20,00.
  • Comércio e serviços: 36% de donos de cães e 30% de gatos compram mais em petshops de bairro; apenas 7% de cães e 9% de gatos compram itens para pets pela internet; 75% sabem de hospitais veterinários 24 horas, mas 40% os utilizaram nos últimos 12 meses.

A pesquisa da CVA Solutions aponta que os brasileiros gastam, em média, 8% do orçamento mensal com animais de estimação. O estudo ouviu 4 mil tutores de pets e considera diferentes faixas de renda e escolaridade. A renda mensal média das famílias entrevistadas é de cerca de R$ 8.411.

Entre os custos, o gasto principal é com a alimentação dos animais. Um cachorro consome, em média, R$ 202 por mês em ração, enquanto um gato fica em torno de R$ 158. Despesas com banho e tosa aparecem como a segunda maior linha para cães, com média de R$ 174, e planos de saúde variam entre cães (R$ 135) e gatos (R$ 125).

Para 33% dos entrevistados, o animal é tratado como filho, e para 28% ele é da família, não sendo considerado filho. O estudo também revela que apenas 25% assinam plano de saúde para pets, o que representa um aumento frente a 2024. Barreiras incluem custo alto e dúvida sobre necessidade.

Gasto, hábitos de compra e serviços

A pesquisa aponta mudança no varejo: 36% de donos de cães e 30% de gatos preferem lojas de bairro em vez de megapetshops, mantendo uma tendência pré-pandemia de proximidade. No e-commerce, apenas 7% de tutores de cães e 9% de gatos compram pela internet.

Embora 75% saibam da existência de hospitais veterinários 24 horas, menos de metade (40%) utilizou esse tipo de serviço no último ano. Os dados indicam maior foco em acesso a serviços locais e em opções presenciais para emergências.

Panorama e interpretação

Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions, ressalta que houve aumento da humanização dos pets desde 2012, com cães e gatos vivendo mais próximos dos tutores. Esse deslocamento eleva a demanda por alimentos palatáveis, higiene, acessórios, medicamentos e planos de saúde.

Segundo a execução do estudo, os pets passam a exigir cuidados mais abrangentes, o que influencia o comportamento de compra e o varejo. A equipe analisa a evolução do mercado como sinal de maior formalização de gastos com animais.

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