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Commerzbank rejeita oferta de 37 bilhões da UniCredit

Commerzbank insta acionistas a rejeitar a oferta da UniCredit, avaliada em 37 bilhões de euros, por não refletir o valor da empresa e manter impasse de dezenove meses

Commerzbank rechaza la oferta de 37.000 millones de UniCredit
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  • Commerzbank rejeita a oferta de aquisição da UniCredit, avaliada em cerca de 37,0 bilhões de euros, argumentando que o preço não reflete o valor da instituição.
  • O conselho de administração e o conselho de supervisão recomendam aos acionistas que não aceptem a oferta; o acordo prevê o canje de 0,485 ações da UniCredit por cada ação da Commerzbank.
  • A proposta apresenta valorização inferior à capitalização de mercado da Commerzbank, que ficou em cerca de 39,0 bilhões de euros no fechamento de sexta-feira, e estará vigente até 16 de junho.
  • A UniCredit já controla aproximadamente 27% da Commerzbank, somando participação direta e direitos de voto adicionais, tornando-se o maior acionista; o governo alemão, com 12,7%, é o segundo maior e se opõe à operação.
  • Do lado italiano, Andrea Orcel sustenta que a fusão geraria sinergias e maior escala na Alemanha, enquanto a administração alemã questiona o modelo industrial da proposta e possíveis perdas de receita.

Commerzbank rejeita a oferta de aquisição apresentada pela UniCredit, avaliada em cerca de 37 bilhões de euros. O banco alemão afirma que o valor não reflete adequadamente seu potencial e recomenda aos acionistas que não aceitem a proposta.

A oferta envolve uma troca de ações de 0,485 título da UniCredit por cada ação da Commerzbank, valorando a empresa abaixo de sua capitalização de mercado, que ficou em torno de 39 bilhões de euros no fechamento de sexta-feira.

A ofensiva de UniCredit já dura 19 meses. Desde setembro de 2024, a italiana tem aumentado a participação na Commerzbank, com a divulgação de uma oferta pública voluntária anunciada no início deste mês, com validade até 16 de junho.

Atualmente a UniCredit detém pouco menos de 27% do capital da Commerzbank, contando também com direitos de voto adicionais via instrumentos derivativos, o que a coloca como principal acionista.

A posição alemã é apoiada pelo segundo maior acionista, o governo da Alemanha, que detém cerca de 12,7%. O governo tem se oposto à operação e busca manter a independência do banco, segundo registros de mercado.

Do lado italiano, Andrea Orcel, CEO da UniCredit, defende que a fusão traria maior rentabilidade por meio de sinergias e maior escala no maior mercado europeu, a Alemanha.

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