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Dólar cai para R$ 4,998 e Bolsa recua abaixo de 177 mil pontos

Dólar fecha em R$ 4,998 e Ibovespa recua; mercado encara inflação elevada e tensões no Oriente Médio, com Teerã criando órgão para cobrar pedágio no estreito de Ormuz

Dólar caiu 1,37% ao longo da sessão
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  • O dólar caiu 1,37%, fechando a R$ 4,998, com máxima de R$ 5,056 e mínima de R$ 4,996.
  • O Ibovespa caiu 0,17%, aos 176.975,82 pontos.
  • Expectativas de inflação pesaram: o IPCA projetado para o fim de 2026 subiu para 4,92%, e a Fazenda elevou a inflação oficial de 2026 para o teto de 4,5% e 2027 para 3,5%.
  • O petróleo Brent abriu acima de US$ 110, chegando a US$ 112,10; às 17h40 caiu para US$ 108,49.
  • No Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã; Teerã criou um órgão para administrar o estreito de Ormuz e pretende cobrar pedágio pela passagem de navios.

O dólar caiu 1,37% nesta segunda-feira (18.mai.2026), fechando em 4,998 reais. A cotação oscilou entre 4,996 e 5,056 reais ao longo do pregão. O Ibovespa caiu 0,17%, aos 176.975,82 pontos. A sessão acompanhou a piora das expectativas de inflação.

O real registrou recuperação parcial frente à alta de 3,5% da semana anterior, encerrando próxima da estabilidade. O Banco Central manteve a Selic em 14,50% ao ano após dois cortes de 0,25 p.p. e o mercado avalia novas sinalizações de política monetária.

O Boletim Focus aponta IPCA de 4,92% para 2026, acima doito 4,91% anterior. O Ministério da Fazenda elevou a previsão oficial de inflação para 2026, no teto de 4,5%, e estimou 3,5% para 2027.

Panorama internacional

O petróleo abriu a semana acima de 110 dólares, com o Brent a 112,10 dólares, alta de 2,6%. No pós-mercado, às 17h40, o Brent recuou para 108,49 dólares. O recuo veio após o fechamento da sessão de ações locais.

O governo dos EUA destacou novas fricções com o Irã, com Donald Trump novamente ameaçando o país. O Irã anunciou a criação de um órgão para administrar o estreito de Ormuz, com intenção de cobrar pedágio pela passagem de navios.

Implicações para o mercado

A tensão geopolítica segue pressionando ativos de risco. Investidores monitoram cobranças de pedágio no estreito de Ormuz e possíveis desdobramentos políticos locais. O câmbio acompanha o fluxo de juros e as projeções de inflação.

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