- O vice-presidente Geraldo Alckmin ouviu cobranças de empresários sobre o fim da escala 6×1 durante o APAS Show, em São Paulo.
- A proposta prevê a transição para a jornada 5×2, com redução de 44 para 40 horas semanais.
- Entidades do setor disseram que a mudança pode prejudicar o crescimento econômico e a produtividade.
- Alckmin disse ter “boas notícias” e buscou um entendimento sobre a jornada, destacando medidas do governo que beneficiam o setor.
- Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes foram elogiados pelos empresários; a Abras defendeu maior flexibilização da jornada.
- Uma pesquisa da Quaest aponta apoio de 68% ao fim da escala 6×1 entre os brasileiros pesquisados.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ouviu cobranças de empresários sobre o fim da escala 6×1 durante evento do setor de supermercados em São Paulo. O encontro ocorreu no Américas da Apas Show, promovido pela Associação Paulista de Supermercados, com a participação de autoridades estaduais e municipais.
O setor defende mudanças na jornada de trabalho, com a transição para o modelo 5×2, que reduziria a semana de 44 para 40 horas. Entidades do ramo afirmam que a redução sem ganhos de produtividade prejudicaria o crescimento econômico, segundo Ivo Dall’Acqua, da Fecomércio-SP.
Após ouvir as críticas, Alckmin disse que tinha “boas notícias” e destacou medidas anunciadas pelo governo que, segundo ele, beneficiam o setor. Em tom de conciliação, o vice anunciou que buscará um entendimento sobre a jornada de trabalho.
O presidente da Abras, João Galassi, defendeu maior flexibilidade na jornada, citando modalidades como horista e diarista para atender diferentes perfis de trabalhadores. O movimento cobre também a relação com educação e empreendedorismo.
Entre os presentes, o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), receberam elogios em discursos, mas a pauta 6×1 dominou as intervenções de supermercadistas.
Tarcísio ponderou que a discussão sobre a jornada não pode ser feita de forma apressada, ressaltando a necessidade de equilíbrio entre empregadores e trabalhadores. Nunes apontou possíveis impactos em contratos de concessões com municípios.
A agenda manteve o ambiente de cobrança sobre o governo federal, com o tema do fim da escala 6×1 em evidência. Dados de uma pesquisa recente indicam apoio de 68% à redução da jornada entre brasileiros, com variação regional.
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