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Governo afirma que ciclo de queda dos juros terá efeito apenas no 4º trimestre

Governo aponta que queda da Selic só terá efeito claro no quarto trimestre, com política monetária restritiva ainda desacelerando atividade

Fazenda afirma que juros elevados, que são estipulados pelo Copom do Banco Central, devem desacelerar a atividade em 2026
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  • O governo diz que o ciclo de queda da Selic deve começar a ter efeito claro apenas no 4º trimestre de 2026.
  • A política monetária continuará restritiva nos próximos meses, devido à inflação pressionada pela alta do petróleo após o conflito entre EUA e Irã.
  • A Secretaria de Política Econômica elevou a estimativa da Selic terminal de 12% para 13% ao ano, após a deterioração do cenário internacional.
  • Os efeitos defasados da Selic elevada seguem atrelando a economia, com desaceleração esperada no 2º e no 3º trimestres e recuperação no fim de ano pela indústria manufatureira.
  • A renda das famílias mostra perda de força: a massa real de rendimento subiu 1,6% no trimestre, abaixo dos 3% anteriores, e o rendimento médio caiu de 2,3% para 1,3%; o desemprego ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março.

O governo informou que o ciclo de queda da taxa Selic só deve produzir efeitos claros no 4º trimestre deste ano. A avaliação foi apresentada pela SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Fazenda, no Boletim Macrofiscal desta segunda-feira, 18 de maio de 2026.

A SPE manteve política monetária restritiva nos próximos meses, citando pressão inflacionária decorrente do aumento do petróleo após o conflito entre EUA e Irã. A secretária Débora Freire afirmou que o Brasil não está em posição de reverter o ciclo de cortes da política monetária.

Segundo Rafael Leão, subsecretário de Política Macroeconômica, os efeitos defasados da Selic elevada continuaram a atuar sobre a economia. A SPE elevou a projeção da Selic terminal de 12% para 13% ao ano diante do cenário internacional, ressaltando o papel da política monetária como vetor de contenção da atividade.

Desempenho da renda e do mercado de trabalho

A equipe econômica apontou perda de força na renda das famílias, com a massa de rendimento real crescendo 1,6% no trimestre, ante 3% anteriormente. O rendimento médio caiu de 2,3% para 1,3%.

Apesar disso, o mercado de trabalho mostrou resiliência, com a taxa de desemprego em 6,1% no trimestre encerrado em março, o menor nível histórico para esse período.

Leão afirmou que o choque do petróleo elevou a inflação global e interrompeu o ciclo de queda de juros nas economias avançadas. Segundo ele, o Federal Reserve já não sinaliza cortes de juros no curto prazo, o que reduz o espaço para flexibilização no Brasil.

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