- John Oliver, no programa Last Week Tonight, criticou as empresas de factoring e o setor de acordos estruturados nos EUA, destacando publicidade e prática comercial questionável.
- O mecanismo funciona quando a empresa compra direitos de pagamentos futuros em troca de um valor único, normalmente ficando com cerca de sessenta por cento do montante.
- Aproximadamente setecentos e cinquenta mil pessoas nos Estados Unidos são impactadas por esse tipo de acordo, com pouca margem para alterar estruturas já definidas.
- Há relatos de táticas agressivas de abordagem, uso de dados de registros judiciais e até recrutamento de pessoas após atingirem a maioridade para assinar acordos.
- O apresentador sugeriu reformas simples, como audiências realizadas onde o cliente reside e a presença de um advogado consultor, para reduzir a exploração nesse mercado.
John Oliver dedicou parte do programa Last Week Tonight aos fatores de empresas de factoring ligadas a settlements estruturados. O tema ganhou destaque na sequência de anúncios da JG Wentworth, conhecidos pela música cativante que virou referência cultural.
O apresentador explicou que o negócio envolve pagamentos de dívidas futuras vinculadas a lesões físicas ou a falhas de terceiros. Esses pagamentos são estruturados, isentos de impostos e garantem renda vitalícia para quem recebe a indenização.
Estima-se que cerca de 750 mil pessoas nos EUA sejam impactadas. Muitos podem desejar o adiantamento, mas, uma vez definido o plano, alterar os termos costuma ser complicado.
Empresas compram direitos de recebimentos futuros e oferecem um valor único em troca, chegando a reter, em média, 60% do montante. O setor de factoring, segundo Oliver, movimenta cerca de US$ 1 bilhão por ano.
O apresentador citou táticas de abordagem agressivas e a exploração de pessoas com limitações físicas ou cognitivas. Em Baltimore, por exemplo, relatos mencionam impactos de exposição a chumbo na memória e no discernimento.
Casos incluem buscas intensas em registros judiciais e o aproveitamento de pessoas que alcançam a maioridade para fechar contratos. Há relatos de visitas a jantares e viagens a locais para seduzir assinaturas.
Oliver destacou que há salvaguardas, como a necessidade de assinatura de juízes em transações, mas afirmou que o sistema é vulnerável a manobras e falhas de design, com audiências médias de cerca de sete minutos.
O apresentador descreveu a indústria como mais dedicada a extrair riqueza do que a prestar ajuda, e registrou que muitos contratos são assinados sem plena compreensão.
Propostas de melhoria
- Reduzir táticas agressivas de venda e exigir avaliações mais claras dos termos pelos clientes.
- Realizar audiências onde o cliente reside e contar com assessor jurídico para esclarecer dúvidas.
- Fortalecer a supervisão judicial para evitar vendas inadequadas de recebíveis.
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