- Brasil exportou 474.220 toneladas de carne bovina para a China nos primeiros quatro meses de 2026, alta de 20,9% ante o mesmo período de 2025, atingindo recorde para jan-abr.
- As exportações ocorreram no contexto da China ter imposto cotas de importação, com quota de 1,1 milhão de toneladas para o período, sob pena de tarifa de 55% além desse teto (dentro da quota, a tarifa é de 12%).
- A tarifa de 55% vale por três anos; o Brasil é o maior beneficiário do sistema de cotas, apresentando quase o dobro do volume permitido para a Argentina, segunda colocada.
- A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima queda de cerca de 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026 em relação a 2025.
- O ministro da Agricultura, André de Paula, tem agenda na China nesta semana para fortalecer Cooperação bilateral e tratar de pleitos sanitários e fitossanitários, com encontros previstos em Xangai e Pequim.
O Brasil exportou 474.220 toneladas de carne bovina para a China nos primeiros quatro meses de 2026, alta de 20,9% ante o mesmo período de 2025. O resultado representa um recorde para o recorte de janeiro a abril, segundo a Abiec.
O desempenho coincide com a imposição de cotas de importação pela China, anunciada em dezembro de 2025. A cota brasileira ficou em 1,1 milhão de toneladas; acima desse volume, incide tarifa de 55%. Dentro do limite, a aplicação é de 12%.
A China implementa a medida para fortalecer a pecuária local. O país continua sendo o principal destino das carnes brasileiras, com 1,7 milhão de toneladas encaminhadas para o mercado chinês no ano passado. A tarifa de 55% vale por três anos, e o Brasil é o maior beneficiário entre os parceiros.
Quotas, tarifas e perspectivas
A Abiec estima que, mesmo com as cotas, haja queda de até 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026 frente a 2025, diante das restrições tarifárias. A expectativa é de ajuste gradual do setor aos novos limites de venda.
Agenda do governo brasileiro na China
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visita a China nesta semana para ampliar cooperação e tratar de pleitos sanitários e fitossanitários. A programação começou em Xangai, com participação em seminário do setor. Em Pequim, ele deve reunir-se com autoridades da GACC e de ministérios chineses.
Entre na conversa da comunidade