- Quatro grandes bancos brasileiros divulgaram balanços do primeiro trimestre de 2026; Itaú Unibanco e Bradesco foram visto positivamente, Santander com cautela e Banco do Brasil com sinal de alerta.
- Itaú teve lucro recorrente de R$ 12,2 bilhões, com ROE de 24,8%; destaque para inadimplência controlada, expansão da carteira de crédito e rentabilidade elevada, mas houve pressão de tesouraria, custos e provisões.
- Bradesco registrou lucro recorrente de R$ 6,8 bilhões, ROAE de 15,8%; pontos fortes: margem financeira e crédito com garantias, mais atuação nos setores de seguros e saúde; atenção para inadimplência, provisões e rentabilidade abaixo da dos rivais.
- Santander apresentou lucro gerencial de R$ 3,8 bilhões e ROE de 16%; sinais positivos: provisões em queda, crescimento de 14% de financiamentos para consumo e alta de 7,7% do patrimônio líquido; dúvidas sobre continuidade de crescimento e rentabilidade, além de inadimplência em alta.
- Banco do Brasil teve a pior recepção, com lucro ajustado caindo 53,5% e ROE de 7,3%; deterioração da carteira rural e aumento das provisões para perdas; dividendos ainda elevados e Basileia confortável, mas projeções para 2026 revisadas para baixo.
O ciclo de balanços do primeiro trimestre de 2026 já chegou ao fim para os quatro maiores bancos do Brasil. Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil apresentaram resultados distintos, com leitura majoritária de analistas apontando o Itaú como o banco mais sólido entre os Four Banca. O tema central é qual ação se destaca pela combinação de rentabilidade, qualidade de crédito e previsibilidade.
O Itaú divulgou lucro recorrente de 12,2 bilhões, em linha com expectativas. O ROE ficou em 24,8%, indicador elevado para o setor e que reforça a atratividade das ações. A carteira de crédito mostrou crescimento com qualidade, e a inadimplência permaneceu sob controle mesmo com juros altos. Volatilidade da curva de juros pesou sobre a tesouraria e as despesas com tecnologia e pessoal subiram.
O Bradesco reportou lucro de 6,8 bilhões, acima do esperado e em fase de recuperação operacional. O ROAE ficou em 15,8%, ainda abaixo do ideal para grandes bancos privados. Analistas acompanham o aumento da inadimplência e o crescimento das provisões para perdas com crédito, que reduzem parte do ganho do trimestre.
Desempenho de Santander e BB
O Santander registrou lucro gerencial de 3,8 bilhões, com queda anual e trimestral. O retorno sobre patrimônio ficou em 16%, pouco acima da Selic. Provisões em queda e crescimento de 14% dos financiamentos para consumo são pontos positivos, mas a rentabilidade segue pressionada.
O Banco do Brasil teve a pior recepção entre os four, com lucro ajustado caindo 53,5% e ROE a 7,3%. A deterioração da carteira agropecuária foi o principal fator, elevando fortemente as provisões para perdas. O banco encara revisão negativa do guidance para 2026, apesar de dividendos estáveis.
Qual é o favorito e por quê
Entre os analistas, o Itaú Unibanco é apontado como favorito. O trio de distribuidores de pesquisas destaca a combinação de rentabilidade elevada, qualidade da carteira, eficiência operacional e previsibilidade de resultados como diferenciais. A visão é de que o banco oferece menor exposição a setores de maior risco e crescimento acima da inflação.
Diversos especialistas ressaltam que Bradesco apresenta recuperação consistente, com espaço para melhoria de rentabilidade. Santander é visto como opção intermediária, com fundamentos sólidos, mas dificuldades para acelerar crescimento e rentabilidade. O BB é indicado como opções de menor risco relativo por valuation mais descontado, ainda que apresente sinais de cautela pelo crédito rural.
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