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CEO da SLC Agrícola vê agro mais competitivo e aponta eficiência como chave

CEO da SLC Agrícola vê agro mais competitivo, eficiência como chave e expansão contracíclica; receita de 2025 é recorde e 70% dos fertilizantes para 26/27 já adquiridos

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  • A SLC Agrícola divulgou receita recorde de R$ 8,6 bilhões em 2025, com volume faturado de 3,59 milhões de toneladas e milho em recorde de 8.300 quilos por hectare.
  • A empresa mantém distribuição geográfica e de culturas: soja ~50% da área, algodão ~25% a 27%, milho ~160 mil hectares; duas terças partes da operação são em fazendas arrendadas ou parcerias, um terço é de terras próprias, em oito estados.
  • A estratégia de gestão de riscos envolve diversificação geográfica e de culturas, além de vendas antecipadas para proteger margens.
  • A expansão é contracíclica: aquisições em períodos de menor atividade, como ocorreu entre 2021 e 2025, quando a área plantada chegou a 830 mil hectares.
  • Sobre insumos, a companhia já comprou cerca de 70% do fertilizante da safra 26/27, incluindo fósforo e potássio, posicionando-se para o cenário de custos elevados.

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras do Brasil, traça estratégia com foco em escala, tecnologia e gestão de riscos para enfrentar ciclos de alta e baixa das commodities. O CEO Aurélio Pavinato participou do programa Business, da BM&C News, para detalhar planos e desafios.

Fundada em 1977 em Horizontina (RS), a empresa expandiu para o Cerrado após adquirir a primeira fazenda em Goiás, em 1980. O IPO de 2007 acelerou a expansão com equilíbrio entre terras próprias, arrendamentos e parcerias.

Atualmente, a SLC produz em 26 unidades em oito estados, somando cerca de 830 mil hectares. Dois terços operam em áreas arrendadas ou em parceria; um terço em terras próprias. A soja domina a área, seguida pelo algodão e pelo milho.

Gestão de riscos

A diversificação geográfica e de culturas é usada para mitigar impactos climáticos e de mercado. Fazendas distribuídas em estados diferentes reduzem exposição a eventos climáticos locais, enquanto vendas antecipadas protegem margens.

Pavinato destaca que o segredo está em reduzir o custo unitário da produção e em combinar planejamento técnico com capacidade de adaptação. Segundo ele, estratégias não se repetem igual em todas as operações.

Resultados financeiros de 2025

A SLC encerrou 2025 com receita recorde de R$ 8,6 bilhões e volume de 3,59 milhões de toneladas. A produção de milho atingiu 8.300 kg por hectare, e o EBITDA ficou próximo de R$ 2,7 bilhões, com margem superior a 30%.

A empresa manteve payout de 50% do lucro, destinando R$ 400 milhões em dividendos e JCP em 2025. O dividend yield ficou em 5,6%, segundo o gestor, que projeta continuidade desse patamar nos próximos anos.

Expansão contracíclica e aquisições

A estratégia de crescimento ocorre em períodos de baixa do setor. Em 2021, aquisições como Terra Santa e Agrícola Xingu aumentaram a área plantada de 450 mil para 650 mil hectares. Em 2022 e 2023, a companhia foi mais contida.

Com a queda de preços em 2024, a SLC retomou o crescimento, chegando a 730 mil hectares em 2024 e 830 mil hectares em 2025. A expansão atual se sustenta pela lucratividade e por custos competitivos.

Perspectivas para 2026/27

O jornalismo consultou o executivo sobre fertilizantes. Pavinato aponta desafio maior na safra 2026/27 para quem não travou insumos. A SLC já comprou cerca de 70% do fósforo e do potássio para esse ciclo.

Segundo ele, o posicionamento estratégico evita surpresas com custos elevados. A empresa ainda trabalha para manter equilíbrio entre produção, insumos e margens, diante de um cenário desafiador.

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