- A privatização da Copasa pode movimentar mais de R$ 13 bilhões, envolvendo leilão com Sabesp e Aegea como favoritas, e abertura para um consórcio entre grande player financeiro e construtora.
- Além das favoritas, há espaço para uma terceira via puro-sangue, com participação de um banco ou fundo de investimento aliado a uma construtora de alta capacidade de execução.
- O processo enfrenta complexidade operacional, já que a Copasa atende a cerca de 830 municípios, o que complica a governança e a integração.
- Fontes apontam possíveis parcerias entre Sabesp ou Aegea com gestoras de infraestrutura, além de especulações sobre participação da Perfin, e retardos para definição de consórcios.
- O Tribunal de Contas de Minas Gerais autorizou a transação, mas a Copasa ainda não fixa data para o leilão; ações da empresa subiram no Ibovespa após o anúncio.
A privatização da Copasa, estatal de saneamento de Minas Gerais, pode movimentar mais de R$ 13 bilhões, segundo especialistas ouvidos pelo NeoFeed. Favoritismo recai sobre Sabesp e Aegea, mas há espaço para surpresa caso haja um consórcio entre um grande player financeiro e uma construtora.
O leilão prevê a entrada de pelo menos um investidor estratégico com até 30% da Copasa. Sabesp e Aegea já confirmaram participação. O governo de Minas pode reduzir a participação estatal de 50,3% para 5%; o ativo tem outorga mínima de R$ 3,1 bilhões.
A complexidade envolve cerca de 830 municípios, o que exige diálogo com centenas de stakeholders. A operação pode exigir investimentos relevantes para universalização do serviço, além de governança e estrutura de capital robustas.
Há ainda a possibilidade de uma terceira via, com um consórcio entre um banco ou fundo de investimento e uma construtora de alta capacidade de execução. Gestores apontam que esse formato pode oferecer custo de capital competitivo.
Entre cenários sobre parcerias, surgem possibilidades de Sabesp com Equatorial e Aegea com Kinea ou Perfin, gestoras já associadas a projetos anteriores. A Perfin tem 15% da Copasa e poderia buscar até 20% via mercado secundário.
Outras empresas mencionadas como potenciais entrantes incluem Acciona, que atua no setor de saneamento em outras regiões, e que negou intenção de participar da Copasa sozinha ou em consórcio. A Andrade Gutierrez e a Odebrecht também são citadas, mas não confirmadas.
Especialistas indicam que a decisão pode depender de fatores além do valor pago, como capacidade de execução, governança, relação com municípios e cumprimento de metas regulatórias. A disputa envolve aspectos financeiros, operacionais e legais.
O Tribunal de Contas do Estado autorizou a transação, abrindo caminho para o leilão. A Copasa informou cautela sobre a data do leilão, citando a necessidade de etapas e aprovações adicionais. As ações da Copasa reagiram positivamente ao anúncio.
Fontes do mercado apontam ainda possíveis ajustes de participação da Perfin, que poderia aumentar até 20% via mercado, fortalecendo sua posição na empresa. O cenário permanece em evolução, com decisões sujeitas a etapas regulatórias e setoriais.
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