- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que seu papel é preservar a instituição e evitar que o BC vire palanque político, durante audiência na CAE do Senado.
- Ele afirmou que não cabe a ele perseguir ninguém e que hoje não há problema na governança do termo de compromisso de R$ 300 mil relacionado a Roberto Campos Neto, ligado ao período no Santander.
- O termo gerou uma multa de R$ 19 milhões pelo Santander devido ao preenchimento inadequado de informações, e o processo não passa pela diretoria nem pelo regimento interno do BC.
- Segundo Galípolo, Campos Neto não exercia cargo no BC no momento da celebração do acordo.
- O presidente do BC pediu reforço de recursos para a instituição, sugerindo que a autonomia orçamentária enfrenta entraves que podem impactar o funcionamento da instituição.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira, 19, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que seu papel é preservar a instituição e evitar que o BC vire palanque político. A fala ocorreu após questionamento sobre o termo de compromisso de R$ 300 mil firmado pelo ex-presidente Roberto Campos Neto com o BC, ligado ao período em que atuou no Santander.
Galípolo destacou que é o segundo presidente do BC autônomo e que, no mandato, cabe cuidar da estabilidade financeira e monetária. Ele reforçou que não cabe a ele perseguir ninguém e que o processo envolve questões de governança ligadas ao preenchimento de informações, resultando em multa de R$ 19 milhões ao Santander.
O presidente do BC afirmou que o acordo não passa pela diretoria nem pelo regimento interno da instituição, e reiterou que Campos Neto não exercia cargo no BC no momento da celebração. Em seguida, comentou a percepção de pressão sobre a autonomia do BC em debates sobre o tema.
Autonomia do BC
Durante a sessão, Galípolo disse que, sempre que se discute autonomia orçamentária do BC, surgem novos elementos que podem dificultar o avanço das propostas. Sem reforço de recursos, a instituição pode enfrentar dificuldades operacionais e institucionais, afirmou.
Ele alertou que o BC não deve negociar seu mandato nem se deixar envolver em disputas políticas, para não comprometer a estabilidade institucional. O presidente ressaltou que o objetivo é manter a autonomia e evitar que pressões externas influenciem decisões técnicas.
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