- O governo avalia, nesta quarta-feira, reduzir o nível de aversão ao risco do setor elétrico (CVaR) para manter a conta de luz estável a partir de 2027.
- A decisão foi adiada anteriormente, com nova análise solicitada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) sobre impactos dos Leilões de Reserva de Capacidade.
- Hoje, o CVaR está em 15/40, o que estimula o acionamento de usinas termelétricas e eleva o custo da energia.
- A possível redução para 15/35 ou 15/30 pode diminuir o uso de energia térmica e gerar economia para os consumidores, estimada em até R$ 5,4 bilhões.
- Se confirmada, a mudança pode aliviar pressões inflacionárias e reduzir o impacto da conta de luz nos próximos anos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode definir nesta quarta-feira (20) se a conta de luz ficará mais barata a partir de 2027. A decisão dependerá da reavaliação do nível de aversão ao risco no setor elétrico.
A análise envolve o CVaR, sigla para Conditional Value at Risk, que indica o grau de cautela do sistema elétrico diante de cenários críticos. Quanto maior o CVaR, mais energia é acionada de forma preventiva, elevando custos.
Entenda o que está em jogo
O tema é influenciado pelos Leilões de Reserva de Capacidade (LRcap) realizados em março. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico adiou a decisão original, solicitando novos estudos ao ONS e à CCEE.
A ideia em discussão é reduzir o CVaR mínimo, permitindo operação das hidrelétricas em cenários de maior escassez hídrica. Economias potenciais chegam a até R$ 5,4 bilhões para usuários.
Hoje, o CVaR opera em 15/40, ou seja, considera 15% dos piores cenários hidrológicos com peso de 40% no PLD. Isso tende a manter usinas termelétricas acionadas.
Possíveis impactos
Se confirmado, o ajuste para 15/35 ou 15/30 reduzirá o uso de termelétricas. A expectativa é de que haja queda nos custos do setor elétrico e, consequentemente, na banda de cobrança aos consumidores.
A decisão depende de aprovação dos técnicos e de análises adicionais sobre impactos dos LRcap. A reunião desta quarta-feira definirá se os ajustes entram em vigor a partir de 2027.
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