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Ibovespa fecha em queda pela terceira sessão consecutiva

Ibovespa fecha em queda de 1,52% pela terceira sessão, com pressão em Vale, Petrobras e bancos; dólar sobe e juros futuros atingem máximas em doze meses

Foto: Divulgação
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  • Ibovespa caiu 1,52%, fechando aos 174.278,86 pontos, pela terceira sessão seguida, em meio a tensões geopolíticas e alta de juros globais.
  • Dólar subiu 0,85%, para R$ 5,041, e os juros futuros atingiram máximas em doze meses.
  • Pesos-pesados do índice recuaram: Vale (-0,99%), Petrobras (-0,75%), BBAS (-0,93%), Bradesco (-1,53%), Itaú (-2,12%), Santander (-0,37%), com a B3 (-4,96%) liderando as perdas após mudança na diretoria.
  • No cenário externo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã; Treasuries em alta; houve reunião entre Xi Jinping e Vladimir Putin na China.
  • Quatro ações fecharam em alta: Usiminas (+1,11%), PRIO (+0,73%), TIM (+0,63%), Smart Fit (+0,11%); Ambev permaneceu estável.

O Ibovespa fechou em queda de 1,52%, aos 174.278,86 pontos, pela terceira sessão seguida. O recuo ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à forte alta dos juros globais, que pesaram sobre ativos de risco.

A desaceleração ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã, reacendendo temores de escalada militar no Oriente Médio. Rendimentos dos Treasuries também subiram, pressionando os mercados.

Dólar sobe e juros futuros renovam máximas

O dólar comercial avançou 0,85%, a R$ 5,041. Os juros futuros atingiram os maiores níveis em 12 meses, acompanhando a escalada de risco global e aोह de inflação.

O cenário externo também ganhou contorno com declarações do vice-ministro iraniano, Kazem Gharibabadi, sobre ameaças norte-americanas aliadas a falas diplomáticas. Ao mesmo tempo, Xi Jinping e Vladimir Putin estiveram reunidos na China, em meio ao agravamento das tensões globais.

Wall Street e cenário interno

As bolsas em Nova York registraram queda, influenciadas pela alta dos Treasuries e pela cautela com o petróleo. Investidores citam o risco de inflação pressionada por preços de energia.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de audiência no Senado. Ele manteve a Selic em ritmo restritivo, destacando resiliência da economia, mas inflação ainda pressionada. A ONU manteve previsão de 2,3% para o PIB brasileiro em 2027.

Vale, Petrobras e bancos pressionam

Entre as grandes companhias, Vale caiu 0,99% com a fraqueza do minério de ferro. Petrobras recuou 0,75, acompanhando o recuo do petróleo. BBAS3 caiu 0,93%, Bradesco 1,53% e Itaú 2,12%. Santander desvalorizou 0,37%.

A B3 sofreu forte queda de 4,96% após anunciar Christian Egan como novo presidente, substituindo Gilson Finkelsztain.

Apenas quatro ações fecharam em alta

Usiminas avançou 1,11%, liderando ganhos. PRIO3 subiu 0,73%, TIMS3 0,63% e SMFT3 0,11%. Ambev manteve-se estável, sem variação, em um pregão amplamente negativo.

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