- Banco Inter zerou as tarifas de liquidação de boletos para pessoas jurídicas, mantendo a gratuidade ilimitada por transação.
- A medida vale para mais de 2,7 milhões de contas PJ da instituição, que não divulga quantas são de microempreendedores individuais, pequenas e médias empresas.
- O objetivo é fortalecer a “principalidade” do Inter, ou seja, fazer desses clientes a referência para movimentações financeiras, centralizando serviços no banco.
- O banco afirma que as tarifas de liquidação não são a principal fonte de receita do segmento PJ; produtos como linhas de crédito, investimentos e câmbio são mais relevantes.
- O Inter projeta crescimento de cerca de 30% ao ano na receita do varejo PJ, com foco na expansão de crédito e na gestão de fluxo de caixa e boletos liquidados.
O Banco Inter anunciou a isenção total das tarifas de liquidação de boletos para clientes pessoa jurídica. A medida vale para o Varejo PJ e amplia o campo de gratuidades já existentes, que cobravam taxas conforme o segmento. A instituição soma mais de 2,7 milhões de contas PJ, mas não informa quantas são de microempreendedores individuais, micro e médias empresas.
A instituição afirma que a gratuidade é ilimitada, sem restrição de quantidade ou valor por transação. Até o momento, o Inter já não cobrava tarifas para a emissão dos boletos, e agora elimina a cobrança de liquidação. A mudança visa fortalecer a atuação como solução integrada para os negócios dos clientes.
Marcello Marcomini, diretor de varejo PJ do Inter, detalha a estratégia: reduzir o custo fixo para incentivar o uso do Inter como plataforma única. A ideia é centralizar cobranças e pagamentos, mantendo o empreendedor dentro da base do banco para operações diárias.
Segundo o executivo, as tarifas de liquidação não são a principal fonte de receita no segmento PJ para o Inter. Entre os produtos que mais geram retorno estão linhas de crédito, investimentos e câmbio, enquanto a base de clientes PJ é estimada em cerca de 10% do total de CNPJs brasileiros.
Marcomini destaca que muitos clientes digitais não utilizam plenamente as possibilidades de gestão de movimentações. A instituição aponta oportunidade em controle de pagamentos, volume de boletos e previsibilidade do fluxo de caixa, para ampliar a relação com esse público.
Outros bancos digitais também expandem serviços para PMEs. O Nubank aumentou recentemente o crédito para pequenas empresas, chegando a aproximadamente 6 milhões de clientes PJ. A Cora já atende 1,5 milhão de clientes nesse segmento.
A projeção do Inter é crescer 30% ao ano na receita do varejo PJ. O executivo cita potencial na expansão da agenda de crédito, incluindo capital de giro, antecipação de recebíveis, cartões corporativos e linhas como Pronampe e FGI Peac.
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