- O presidente Lula lança o Move Aplicativos, linha de crédito para motoristas de apps e taxistas, com até R$ 30 bilhões do Tesouro via BNDES e rede bancária.
- Financiamento de veículos até R$ 150 mil, prazo de até 72 meses e carência de até 6 meses; taxas abaixo da Selic, com 0,99% ao mês para motoristas de app e 0,95% ao mês para taxistas.
- A iniciativa surge após o governo não conseguir avançar a regulamentação do trabalho por aplicativos no Congresso.
- Pode ser exigido que motoristas de aplicativo tenham feito pelo menos 100 corridas nos últimos 12 meses, critério contestado por sindicatos.
- A Anfavea sugere excluir veículos importados ou limitar acesso; entidade, no entanto, vê benefício em ampliar a frota, desde que priorize a indústria nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança o programa Move Aplicativos, linha de crédito para motoristas de apps e taxistas. A cerimônia ocorre nesta terça (19 mai 2026), às 15h30, na Casa de Portugal, em São Paulo.
Serão disponibilizados até 30 bilhões de reais, com repasse ao BNDES. O dinheiro circula via rede bancária para financiar veículos de até 150 mil reais, em prazo de até 72 meses, com carência de até 6 meses.
As taxas ficam abaixo da Selic, hoje em 14,5% ao ano. Para motoristas de aplicativo, a proposta é 0,99% ao mês (12,55% ao ano) e, para taxistas, 0,95% ao mês (11,40% ao ano).
O programa também avalia exigir 100 corridas nos últimos 12 meses para motoristas de apps, medida criticada por sindicatos, que defendem critério mais alto. A regra visa restringir cadastros isolados.
A iniciativa surge após a dificuldade do governo em avançar no Congresso com a regulamentação do trabalho por aplicativos. A proposta perdeu força por divergências entre plataformas, motoristas e parlamentares.
Estudos apontam demanda reprimida por veículos entre motoristas. Datafolha 2025 mostrou 87% interessados em comprar carro nos próximos 3 anos; 88% pretendiam financiar a aquisição.
A Anfavea pediu que veículos importados fiquem fora do programa ou tenham limite de acesso aos recursos. Mesmo assim, a entidade vê a medida como positiva para ampliar a frota nacional.
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