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NextEra e Dominion anunciam fusão com perspectiva de crescimento dos lucros

NextEra e Dominion anunciam fusão que cria a maior empresa de energia regulada, com lucro por ação esperado acima de 9% ao ano até 2032

No longo prazo, a avaliação das empresas é que a fusão criará uma plataforma mais resiliente e diversificada (Michaela Rehle/Reuters/VEJA)
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  • A fusão entre NextEra Energy e Dominion Energy será realizada apenas em ações; acionistas da Dominion receberão 0,8138 ação da NextEra por cada papel, deixando a NextEra com about 74,5% da nova empresa e a Dominion com aproximadamente 25,5%.
  • A nova companhia terá mais de oitenta por cento de operações reguladas e atenderá cerca de 10 milhões de clientes nos estados da Flórida, Virgínia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.
  • A geração total deverá chegar a 110 gigawatts, com ativos de energia renovável, gás natural e nuclear, visando ampliar investimentos em infraestrutura, transmissão e modernização da rede.
  • A transação é esperada para elevar imediatamente o lucro ajustado por ação da empresa combinada, com crescimento anual acima de 9% até 2032, além de ganhos de eficiência.
  • Clientes devem receber 2,25 bilhões de dólares em créditos tarifários; a empresa aposta em inteligência artificial e análise de dados para acelerar obras e ampliar oportunidades futuras, estimadas em mais de 130 gigawatts.

A NextEra Energy e a Dominion Energy anunciaram uma fusão bilionária que criará a maior companhia de energia elétrica regulada do mundo, conforme comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira, 18.

A operação será integralmente em ações. Os acionistas da Dominion receberão 0,8138 ação da NextEra por cada papel possuído. Após a conclusão, a NextEra fica com about 74,5% da nova empresa, a Dominion com 25,5%.

A nova gigante terá mais de 80% de operações reguladas e atenderá cerca de 10 milhões de clientes nos estados da Flórida, Virgínia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.

A capacidade total chegará a 110 gigawatts, incluindo ativos de energia renovável, gás natural e nuclear. A fusão visa ampliar investimentos em infraestrutura, transmissão e modernização da rede.

Detalhes financeiros e perspectivas

Para os acionistas, a transação é vista como aposta em crescimento de longo prazo, com lucro por ação ajustado esperado para subir imediatamente.

As companhias projetam crescimento anual acima de 9% até 2032, com ganhos de eficiência operacional decorrentes da escala maior. Custos de compra, construção, financiamento e operação devem reduzir.

A dupla também aponta uso de inteligência artificial e análise de dados para acelerar obras, melhorar a confiabilidade da rede e atender à demanda crescente.

No longo prazo, a avaliação é de uma plataforma mais resiliente e diversificada, combinando negócios regulados estáveis com um amplo portfólio de geração.

A companhia combinada projeta mais de 130 GW em oportunidades futuras com grandes consumidores de energia, reforçando o potencial de crescimento.

Para clientes, estão previstos 2,25 bilhões de dólares em créditos tarifários. Investidores avaliam a fusão como potencial referência global no setor elétrico.

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