- O oceano movimenta US$ 2,6 trilhões globalmente, e o Brasil ainda navega lentamente na economia azul.
- A chamada “Amazônia Azul” ocupa ~5,7 milhões de km², cerca de dois terços do território brasileiro.
- Estudo do Instituto Clima e Sociedade defende tratar a economia azul como ativo estratégico para energia, infraestrutura e transição climática.
- A diretora executiva do ICs afirma que oceanos são mais importantes que florestas para descarbonização, destacando necessidade de políticas públicas e investimentos.
- O Brasil representa cerca de 1% da economia azul global; outros países já avançam mais na exploração sustentável dos recursos oceânicos.
O oceano movimenta US$ 2,6 trilhões ao redor do mundo, enquanto o Brasil ainda registra avanço lento nesse campo. A chamada Amazônia Azul ocupa cerca de 5,7 milhões de km², volume que corresponde a cerca de dois terços do território continental brasileiro. A economia azul envolve pesca, energias renováveis, turismo, transporte marítimo e biotecnologia.
Um estudo do Instituto Clima e Sociedade (ICs) defende que o Brasil trate a economia azul como ativo estratégico para energia, infraestrutura e transição climática. A diretora executiva do ICs afirma que oceanos podem ser mais decisivos que florestas para a descarbonização, desde que haja políticas públicas e investimentos adequados.
O trabalho aponta que o país tem costa extensa e biodiversidade marinha rica, mas sofre com lacunas na proteção e no uso sustentável. A diretora do ICs destaca necessidade de regulamentar áreas protegidas, ampliar pesquisa e inovação tecnológica, e fortalecer a governança oceânica.
Segundo o estudo, a participação do Brasil no mercado global da economia azul é de cerca de 1%. Países como Noruega, Reino Unido e Austrália já avançaram mais na exploração sustentável dos recursos oceânicos.
Para ampliar o papel brasileiro, o ICs recomenda criar um ambiente favorável à inovação, à pesquisa e a investimentos em energias renováveis, incluindo a eólica e a solar offshore. A cooperação internacional também é apontada como elemento-chave para acelerar resultados.
A pesquisa sustenta que o oceano deve ser tratado como prioridade estratégica, integrando políticas públicas, setor privado e sociedade civil. Dessa forma, o Brasil poderia expandir o potencial econômico, ambiental e social da economia azul e contribuir para a transição climática.
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