- O Brasil tem 172,4 toneladas de ouro, o que corresponde a 7,1% das suas reservas internacionais, ocupando a 28ª posição global entre reservas públicas em 2026.
- O país lidera as reservas de ouro na América Latina entre bancos centrais.
- México aparece em segundo na região, com 120,1 toneladas, equivalentes a 6,6% de suas reservas internacionais; a Argentina soma 61,7 toneladas, representando 21,9% do total de suas reservas.
- Outros países da região com estoques relevantes incluem Peru (34,7 t; 5,4%), Equador (26,3 t; 35,4%) e Bolívia (22,5 t; 85,2%).
- No panorama global, os maiores detentores são Estados Unidos, Alemanha e Itália, com o Brasil ficando atrás dos principais centros financeiros mundiais.
O Banco Central do Brasil consolidou-se em 2026 como o maior detentor de reservas de ouro entre as autoridades monetárias da América Latina. O país possui 172,4 toneladas, correspondentes a 7,1% das suas reservas internacionais. A posição é destacada pelo World Gold Council.
Essa liderança regional reflete uma estratégia gradual de manutenção e, quando necessário, recomposição dos estoques de ouro. Para formuladores de política monetária, o metal atua como ativo que não depende de governos específicos, reduzindo riscos de contraparte.
Reservas de ouro do Brasil em 2026
Com 172,4 toneladas, o Brasil lidera entre bancos centrais latino-americanos. O ouro representa 7,1% das reservas internacionais, que também incluem títulos soberanos, depósitos em moeda forte e outros instrumentos para liquidez e diversificação.
A explicação está na busca por liquidez, segurança e diversificação de ativos, conforme a política monetária brasileira. O ouro é visto como ativo com menor dependência direta de governos, em contraste com títulos nacionais.
Comparação regional
Na região, o Brasil se destaca entre os bancos centrais. A Venezuela aparece logo abaixo, com 161,2 toneladas, mas há incertezas sobre esses números desde 2018. Estimativas recentes apontam volumes menores, reduzindo a comparabilidade.
No segundo lugar regional, o México tem cerca de 120,1 toneladas, o que equivale a 6,6% de suas reservas. A Argentina soma 61,7 toneladas, representando 21,9% do total, peso elevado que indica dependência maior do metal.
Outras economias com volumes relevantes incluem Peru (34,7 t; 5,4%), Equador (26,3 t; 35,4%), Bolívia (22,5 t; 85,2%), Guatemala (15,5 t; 6,9%), Paraguai (8,2 t; 11,9%), Colômbia (4,7 t; 1%), El Salvador (2,1 t; 6,2%).
Ranking global
Apesar da liderança regional, o Brasil está longe dos maiores detentores globais. Os EUA possuem cerca de 8.133,5 t, seguidos pela Alemanha (3.350,39 t) e Itália (2.851 t). O FMI aparece com 2.814 t, entre os maiores detentores supranacionais.
Entre França, China, Rússia, Suíça, Índia, Japão e Países Baixos, há volumes superiores aos do Brasil. O Banco Central Europeu aparece com aproximadamente 508,4 t, integrando o grupo de grandes acumuladores.
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