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Petrobras investiu 39% a menos do que o planejado em 2024, aponta TCU

TCU aponta subinvestimento da Petrobras em 2024 (39% abaixo do planejado) e dividendos/dívidas acima do previsto; recomendação de ajustes no plano estratégico

A Corte recomendou, nesta 3ª feira (19.mai), que a estatal crie mecanismos para evitar novos desvios entre o plano estratégico e a execução de caixa
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  • O TCU constatou que, em dois mil e vinte e quatro, a Petrobras investiu 39% a menos do que o planejado, reduzindo verba para investimentos.
  • Ao mesmo tempo, os pagamentos de dividendos e dívidas ficaram acima do previsto: dívidas 49% acima do estimado e dividendos 88% acima da estimativa.
  • O Tribunal recomendou que a estatal crie mecanismos para evitar desvios entre o plano estratégico e a execução de caixa, com planos de correção caso os desvios se aproximem de limites.
  • O Plano Estratégico de dois mil e vinte e quatro a dois mil e vinte e oito previa que cinquenta e dois por cento das fontes de caixa fossem destinadas a investimentos.
  • O relatório aponta tendência de aumento da dívida bruta, maior alavancagem e queda de rentabilidade, impulsionados, entre outros, por arrendamentos.

A Petrobras investiu 39% abaixo do previsto em 2024, enquanto destinou mais recursos do que o planejado para pagamento de dividendos e dívidas. O Tribunal de Contas da União (TCU) emite alerta sobre esse desequilíbrio entre plano estratégico e execução de caixa.

Segundo o TCU, em 2024 houve payout de dívidas 49% acima do previsto e dividendos 88% acima do estimado. Ao mesmo tempo, os investimentos ficaram 39% aquém do planejado, contrariando a prioridade do plano estratégico.

O tribunal aponta que o Plano Estratégico 2024-2028 da Petrobras previa direcionar 52% das fontes de caixa para investimentos. Com isso, houve desvio relevante entre o previsto e a prática de caixa.

Pontos-chave do relatório

Para o TCU, a combinação de maior payoff em dívida e dividendos, com subinvestimento, inverteu prioridades do plano. A Corte recomenda mecanismos para evitar novos desvios entre planejamento e execução.

O TCU não considera a situação como irregularidade, mas como um risco a ser monitorado. O relatório também sinaliza tendência de aumento da dívida bruta devido a arrendamentos e queda de alguns indicadores de rentabilidade.

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