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Starbucks Korea demite CEO após promoção controversa Tank Day

Promoção 'Tank Day' resulta na demissão do CEO da Starbucks Korea, após críticas do governo e boicotes

The shopfront of a Starbucks branch in Seoul
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  • A chefe executiva da Starbucks Korea foi demitida após a campanha “Tank Day”, considerada uma referência a um episódio sangrento da história do país.
  • A promoção, lançada na segunda-feira para marcar o aniversário da repressão ao Levante de Gwangju, gerou boicotes e críticas do presidente Lee Jae Myung.
  • A empresa disse que afastou o evento e pediu desculpas, prometendo repetir o processo interno para evitar incidentes similares.
  • O grupo Shinsegae, controlador da Starbucks Korea, classificou a marketing como erro inaceitável e anunciou investigação sobre os procedimentos de aprovação.
  • A Starbucks Korea pertence ao grupo Shinsegae desde que a Starbucks Coffee Company saiu do negócio sul-coreano em 2021; a E-mart detém 67,5% da subsidiária.

Starbucks Korea demitiu seu CEO após uma promoção considerada inadequada que remete ao episódio sangrento da história do país. A campanha chamada Tank Day, lançada na segunda-feira, coincidiu com a data de repressão ao Levante de Gwangju em 1980.

A promoção envolvia tumbler da linha Tank Series com o slogan em inglês Tank Day, promovendo grande capacidade de café. A empresa, que afirmou tratar-se de uma das várias séries, suspendeu o evento horas após o lançamento.

A Shinsegae, acionista majoritária da Starbucks Korea, pediu desculpas por uma campanha considerada inadequada e informou a demissão de Sohn Jeong-hyun, chefe da rede. O grupo prometeu revisar procedimentos de aprovação de conteúdos de marketing.

O anúncio veio após críticas de consumidores e de autoridades, incluindo o presidente sul-coreano, que afirmou que a campanha ofendia as vítimas e a luta pela democracia. A repercussão gerou chamadas de boicote à marca.

Segundo relatos locais, centenas de manifestantes teriam sido mortos em Gwangju no dia 18 de maio de 1980, com relatos de abusos cometidos por tropas do regime militar. A data é lembrada como marco de trauma nacional e de democracia.

O grupo Shinsegae informou que, desde 2021, a Starbucks Coffee Company não participa das operações da rede na Coreia. A empresa controla 67,5% das ações da Starbucks Korea por meio da subsidiária E-mart, com o restante pertencente ao fundo soberano de Cingapura, GIC.

Autoridades e vídeos das redes sociais ajudaram a ampliar a discussão sobre o episódio, com usuários pedindo que a marca reavalie práticas de marketing e reconheça o impacto histórico. A Starbucks Korea afirmou que vai revisar seus processos internos para evitar incidentes semelhantes no futuro.

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