- Novas diretrizes de transparência na remuneração entraram em vigor em novembro de 2024, obrigando divulgações mais claras sobre custos na distribuição de produtos de investimento.
- A Lifetime defende que o tema deve ir além da polarização entre formatos de cobrança, considerando adequação, clareza de custos, governança e eficiência para o investidor.
- Existem dois caminhos principais de remuneração no Brasil: comission-based (remuneração por produto ou operação) e fee-based (remuneração recorrente sobre o patrimônio), com perfis diferentes de investimento.
- Quatro pontos para o investidor avaliar: estrutura da carteira e movimentação, complexidade patrimonial, transparência do custo total e alinhamento de interesses.
- A empresa destaca que transparência é o ponto de partida, não substitui a responsabilidade técnica, devendo haver explicação da recomendação e compatibilidade com os objetivos do cliente.
O avanço das regras de transparência na remuneração de investimentos no Brasil ganhou relevância ao ser incorporado pela indústria financeira. A Lifetime afirma que o tema deve sair da polarização entre formatos de cobrança e buscar clareza de custos, governança e eficiência para o investidor. As novas diretrizes entraram em vigor em novembro de 2024, dentro da autorregulação da Anbima.
A organização reforça que a discussão deve considerar a qualidade da recomendação, a adequação ao perfil do investidor, a estrutura da carteira e a frequência de operações. Além disso, aponta a necessidade de transparência sobre custos e de mecanismos que reduzam conflitos de interesse entre distribuidoras e clientes.
Segundo Fernando Katsonis, CEO da Lifetime, a evolução regulatória desloca o foco para a informação objetiva. O investidor não deve escolher uma instituição apenas pelo modelo de remuneração, afirma. A pergunta-chave é se o custo está claro, justificado e adequado ao seu perfil e objetivos de longo prazo.
A Lifetime disponibiliza dois caminhos de remuneração no Brasil: por produto ou operação (comission-based) e recorrente sobre o patrimônio (fee-based). O modelo por operação pode beneficiar quem realiza poucas movimentações, com ganhos de custo para carteiras estáveis. Já o modelo recorrente oferece previsibilidade para acompanhamentos mais ativos.
Em ambos os formatos, a empresa destaca que não há modelo superior. A escolha depende do perfil do investidor, do serviço esperado e da governança documental. Transparência envolve também a clareza sobre incentivos na recomendação e possíveis retornos embutidos nos produtos.
O que avaliar
Para a Lifetime, quatro pontos guiam a decisão. Estrutura da carteira e movimentação futura: operações baixas sugerem transação; carteiras dinâmicas pedem cobrança recorrente. Complexidade patrimonial: maior planejamento requer serviço mais robusto. Transparência do custo total: compare custo explícito e custo total. Alinhamento de interesses: entender incentivos e responsabilidades na recomendação.
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