- Belo Horizonte tem inadimplência de 65% em 2026, maior entre capitais, com seis em cada dez famílias em atraso.
- Em média nacional, 29% das famílias das capitais iniciaram o ano com dívidas atrasadas.
- O endividamento geral subiu de 76% para 80% entre 2024 e 2025, correspondendo a cerca de 1 milhão de novas famílias endividadas.
- São Paulo é a capital com mais lares endividados (2,87 milhões), seguido pelo Rio de Janeiro (2,09 milhões) e pelo Distrito Federal (779,7 mil).
- João Pessoa tem a menor inadimplência (12%), sendo a capital com menor índice entre as avaliadas.
Belo Horizonte lidera inadimplência no Brasil, com 65% das famílias em atraso no início de 2026. O dado é do estudo Radiografia do Endividamento 2026, da FecomercioSP, que aponta a capital mineira no topo do ranking entre as capitais pesquisadas.
Seis em cada dez lares da cidade têm contas em atraso. Manaus aparece em segundo, com 49%, seguido de Fortaleza (48%), Goiânia (42%) e o Distrito Federal (42%). O quadro é o mais elevado entre as capitais analisadas.
Em Belo Horizonte, o endividamento vem aumentando de forma contínua nos últimos anos. Em 2023, 50% estavam inadimplentes; em 2024, 55%; e, em 2025, a taxa já era de 55%. Em 2026, atingiu 65%.
Panorama nacional
A média nacional mostra que 29% das famílias das capitais começaram o ano com ao menos uma dívida em atraso. O salto no endividamento ficou estável em relação ao levantamento anterior, mas hoje já aponta gravidade em várias cidades.
O estudo também indica que o endividamento total subiu de 76% em 2024 para 80% em 2025. No Brasil, cerca de 1 milhão de novas famílias passaram a ter dívidas nesse período, elevando o total para 12,96 milhões de lares endividados.
Distribuição regional e grandes volumes
Em números absolutos, São Paulo concentra o maior contingente de famílias endividadas (2,87 milhões), seguida pelo Rio de Janeiro (2,09 milhões) e pelo Distrito Federal (779,7 mil). Belo Horizonte lidera em inadimplência entre capitais.
Entre as capitais com menor inadimplência, João Pessoa registra 12%, Curitiba 14% e Belém e Cuiabá 16%. São Paulo figura com 20% de inadimplência.
Contexto econômico
A FecomercioSP associa o avanço simultâneo de endividamento e inadimplência a juros elevados, inflação persistente e retração da renda familiar. A expansão do crédito é ressaltada como fator que aumenta o risco financeiro nos próximos anos.
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