- Brasil e Estados Unidos estão próximos de um acordo sobre tarifas, segundo o ministro Márcio Elias Rosa.
- A primeira reunião sobre o tema foi considerada excelente e ocorreu após encontro entre Lula e Trump; não será necessário um acordo amplo, segundo ele.
- O formato esperado é um acordo progressivo e parcial, atuando em áreas específicas, sem interromper a seção 301.
- Foi discutida a criação de um grupo de trabalho de trinta dias, com próxima reunião já agendada para a próxima semana; algumas questões controversas podem ficar para depois.
- Na prática inicial, começariam temas menos tensionados, como dispositivos médicos na área de saúde, com foco em menor custo para o Brasil.
O Brasil e os Estados Unidos avançam na discussão sobre tarifas, conforme afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa. A declaração foi dada nesta quarta-feira (20) no Palácio do Planalto, antes de evento com Lula sobre o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. A reunião anterior ocorreu de forma remota na terça-feira (19), com a participação de Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.
O encontro entre as equipes ocorreu após a reunião entre Lula e Trump, em Washington, em 7 de maio. Segundo o ministro, o diálogo sobre tarifas tem sido produtivo e não há necessidade de impor um acordo amplo. A expectativa é chegar a um acordo progressivo e parcial, com foco em áreas específicas.
Progresso nas negociações
Márcio Elias Rosa ressaltou que os temas discutidos não impedem a continuidade da seção 301, que prevê medidas comerciais coercitivas. O ministro afirmou que Lula pediu alternativas para um acordo e que ainda não foram apresentados os pedidos oficiais dos brasileiros.
Nos bastidores, a CNN informou que o Brasil propôs deixar temas considerados controversos para etapas futuras, como big techs, terras raras, etanol e aço. A proposta foi recebida favoravelmente pelos negociadores dos EUA, segundo a apuração.
As negociações devem começar por áreas de menor tensão, como saúde e dispositivos médicos, em que há interesse americano em vender e brasileiro em adquirir a preços mais baixos. O objetivo é construir um acordo gradual, com etapas que não exijam consenso imediato sobre todas as pautas.
Próximos passos
No encontro com Trump, ficou prevista a criação de um grupo de trabalho com duração de 30 dias para discutir a questão tarifária. O atraso anterior teve relação com a visita da equipe norte-americana à China. A próxima reunião está marcada para a semana seguinte.
Após o encontro, Jamieson Greer comunicou, em redes sociais, o engajamento construtivo do Brasil para avanços comerciais e a expectativa de discussões contínuas entre as partes. O canal utilizado foi a própria rede social do representante.
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