- China e Estados Unidos avançam para reduzir tarifas, criando um conselho comercial e discutindo cortes sobre bilhões de dólares em produtos.
- O anúncio foi divulgado na quarta-feira, 20, e surge dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim.
- As negociações trabalham com um princípio de cortes proporcionais e podem envolver mercadorias avaliadas em pelo menos 30 mil dólares por país.
- A China cobra cumprimento dos compromissos pelos EUA e solicita extensão da trégua comercial firmada no ano anterior, buscando maior estabilidade nas relações.
- Além disso, foram retomados registros de exportadores de carne bovina dos EUA e a China confirmou a compra de 200 aeronaves da Boeing, com possibilidade de encomendas adicionais de modelos como 737 Max, 787 Dreamliner e 777.
A China e os Estados Unidos avançam em um acordo para reduzir tarifas comerciais. Pequim e Washington criam um conselho comercial e discutem cortes sobre produtos avaliados em bilhões de dólares, conforme comunicado oficial desta quarta-feira (20). O anúncio ocorreu dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim.
A iniciativa busca uma redução recíproca de tarifas, com negociações já em estágio inicial sobre produtos de valor equivalente para ambos os lados. O objetivo é ampliar a cooperação econômica entre as duas maiores economias do mundo após momentos de tensão.
A tensão comercial entre as duas potências tem sido gradual, com uma trégua de um ano firmada em outubro, durante encontro na Coreia do Sul entre Trump e Xi Jinping. O novo conselho comercial visa dar andamento a um acordo mais amplo.
Detalhes do que está em discussão
Segundo o Ministério do Comércio da China, há um princípio acordado para reduzir tarifas em conjuntos de itens com valor similar para cada país. As tratativas consideram mercadorias de pelo menos US$ 30 mil por país.
A China também condiciona o cumprimento dos compromissos dos EUA e pede manutenção da trégua comercial vigente. O governo chinês enfatiza a necessidade de estabilidade nas relações bilaterais.
Exportações, compras e produção
O Ministério do Comércio informou a retomada de registros de exportadores de carne bovina dos Estados Unidos, suspensos durante o pico da tensão entre as duas nações. A China confirmou ainda a compra de 200 aeronaves da Boeing, sem detalhar modelos.
A imprensa americana tem indicado que Pequim pode ampliar pedidos à Boeing, com potenciais encomendas adicionais de aviões como 737 MAX, 787 Dreamliner e 777, ampliando o tom de cooperação entre as partes.
Entre na conversa da comunidade