- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou as indicações de Otto Lobo para a presidência da CVM e de Igor Muniz para a diretoria; plenário da Casa ainda analisará as mensagens.
- Otto Lobo assumiu a presidência interinamente em 2025, após a renúncia de João Pedro Nascimento em julho; ingressou na CVM em 2022, indicado por Jair Bolsonaro.
- Durante o mandato interino, a CVM decidiu que a Ambipar não precisava de Oferta Pública de Aquisição para aumento de participação de controlador, decisão contestada pelo mercado.
- Lobo afirmou que, se confirmado, atuará pela técnica e não cederá a pressões externas em casos espinhosos, destacando que pareceres técnicos nem sempre eram relevantes.
- A gestão de Lobo também lidou com os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, que identificou fraudes no sistema financeiro; Muniz tem histórico como advogado da Petrobras e diretor Jurídico Financeiro da estatal.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou as indicações de Otto Lobo para a presidência da CVM e de Igor Muniz para a diretoria. As mensagens seguirão para análise do Plenário.
Otto Lobo assumiu interinamente a presidência da CVM em 2025, após a renúncia de João Pedro Nascimento em julho. Ele ingressou na autarquia em 2022, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para ocupar a diretoria.
Durante o mandato interino, a CVM decidiu que a Ambipar não precisaria fazer uma OPA por aumento de participação do controlador. A decisão gerou polêmica no mercado e enfrentou divergências com pareceres técnicos.
Lobo afirmou aos senadores que não concorda com a visão de pareceres técnicos genéricos e que atuará pela técnica, sem ceder a pressões externas, caso confirme o nome. Ele ressaltou a importância de decisões fundamentadas.
A autarquia também enfrentou os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, que revelou fraudes no sistema financeiro, sob a supervisão da CVM.
Perfis dos indicados
Otto Lobo é advogado com doutorado pela USP, já foi conselheiro do CRSFN entre 2015 e 2018 e publicou estudos sobre dividendos e proteção a acionistas minoritários.
Igor Muniz atuou como advogado da Petrobras e Gerente do Jurídico Financeiro da estatal, com passagens por conselhos de Petrobras Logística de Gás, TAG e OAB/RJ.
A CVM é autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Hoje, os diretores atuantes são João Accioly e Marina Paula Copola.
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