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Como IA pode induzir pagamentos falsos: 5 sinais de alerta

Visa alerta que IA acelera fraudes, levando consumidores a autorizar pagamentos; fique atento a ligações frias, táticas ClickFix e conteúdo sintético

JuSun/ iStock / Getty Images Plus via Getty Images
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  • Visa alerta que a IA acelera golpes de fraude, comprimindo o ciclo de fraude e levando pessoas a autorizar transações maliciosas.
  • Tática semelhante ao ClickFix faz a vítima executar ações por conta própria, sob a promessa de uma solução rápida para um problema percebido.
  • Golpes com IA utilizam conteúdo gerado, reprodução de voz e deepfakes para parecerem provenientes de fontes confiáveis.
  • Entre julho e dezembro de 2025, foram detectados quase $1 bilhão em atividades de golpe, incluindo impersonação de marcas e campanhas com urgência financeira.
  • Recomendações: bancos devem acelerar detecção de enganos; consumidores devem confirmar pagamentos apenas por canais oficiais e manter ceticismo diante de chamadas ou solicitações suspeitas.

Desde a Visa, um relatório recente aponta que golpes com uso de IA estão acelerando a engenharia social e impulsionando fraudes em transações. A pesquisa afirma que a IA está moldando táticas de ataque e defesa, encurtando o ciclo de fraude e levando usuários a autorizar pagamentos maliciosos.

A ciência de golpe passa a incluir conteúdos gerados por IA, voz simulada e deepfakes para aumentar o alcance e a credibilidade. Instituições financeiras ampliam controles, exigindo verificação em transações grandes, mas os fraudadores passam a explorar a pressão psicológica para induzir a autorização.

A expressão ClickFix, uma técnica de engenharia social, é citada como exemplo de como problemas envolvem soluções rápidas. O usuário é induzido a executar comandos ou ações que parecem simples, mas permitem instalação de malware ou roubo de dados.

Segundo o Relatório Semestral de Ameaças de 2026 da Visa, ataques com IA voltados a engenharia social se tornam um problema relevante para a prevenção de fraudes. A mudança envolve detectar enganagem, não apenas credenciais roubadas.

Como os golpes operam

Golpes de fraude podem custar caro, com instituições já cientes dos riscos. Em operações grandes, pode haver exigência de autorização prévia, confirmação por app ou código único. Fraudes evoluem a partir de conteúdo gerado por IA que simula fontes confiáveis, como bancos.

A Visa destaca que a prática desloca o foco de detectar credenciais roubadas para interromper a enganação. Para consumidores, o desafio é comportamental: é necessária maior conscientização sobre como verificar a autenticidade de pedidos.

Impersonação de marcas, urgência financeira e campanhas de phishing aliadas a engenharia social aparecem entre as táticas observadas. O objetivo é fazer o destinatário concluir transações que parecem legítimas, mas resultam em prejuízo.

Sinais de alerta

Entre julho e dezembro de 2025, a Visa identificou quase US$ 1 bilhão em atividade associada a golpes. Os padrões incluem chamadas frias de funcionários fingidos, golpes com urgência financeira e mensagens com links ou códigos para pagamento.

Dicas comuns de alerta destacadas pelo material incluem: ligações não solicitadas, que se passam por bancos ou operadoras, com pedidos de códigos ou dados de conta. Desapareça do diálogo e confirme por canais oficiais.

Técnicas tipo ClickFix envolvem apresentar um problema e oferecer uma solução rápida com poucos passos, levando o usuário a confirmar pagamentos. A recomendação é pausar antes de qualquer transação e confirmar por meio de canais oficiais.

Golpes românticos e manipulação emocional também aparecem como ferramentas para induzir decisões financeiras. Se alguém conhecido virtualmente pede dinheiro, a orientação é rejeitar: não há custo imediato em recusar.

Reconhecimento de risco e resposta

Outra dificuldade é o alto volume de conteúdo gerado por IA, que dificulta distinguir entre mensagens reais e falsas. Mesmo mensagens que parecem profissionais podem ser falsas; a verificação deve ocorrer por meio de canais oficiais.

A solução para organizações, segundo Visa, é acelerar a detecção de golpes com redes de monitoramento e ferramentas de IA para identificar impersonação e transações incomuns. A velocidade é citada como fator crítico na defesa.

Especialistas indicam que automação e ferramentas de IA podem fortalecer a defesa cibernética, desde que supervisionadas. Modelos de linguagem grande e ferramentas automatizadas ajudam na triagem e resposta rápida a ataques modernos.

Michael Jabbara, vice-presidente sênior da Visa, afirma que o rápido uso da IA mudou a economia da fraude: ações antes complexas agora podem ser executadas com um prompt. A defesa exige ações coordenadas em todo o ecossistema.

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