- O crédito mais barato contribui para o endividamento das famílias, que está em nível elevado e recorde, segundo o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney.
- Sidney afirma que o endividamento também resulta da deterioração da qualidade do crédito e do uso de crédito como complemento de renda.
- A abertura da indústria de crédito pelo Banco Central (BC) nos últimos dez a quinze anos ampliou a concorrência, com maior acesso e condições, mas a expansão foi acelerada.
- Linhas de crédito sem garantia, com juros mais altos, passaram a ocupar boa parte do orçamento familiar, financiando despesas do dia a dia.
- O dirigente aponta que dívidas estão mais caras, mais curtas e menos sensíveis à renda disponível, e cita gastos com apostas e jogos online como outro obstáculo à renda familiar.
O crédito mais barato tem contribuído para o aumento do endividamento das famílias, que está em nível elevado e atinge recordes, segundo o presidente da Febraban, Isaac Sidney. Ele afirmou que esse impulso de acesso ao crédito ajuda a ampliar o volume de dívidas das famílias.
Sidney destacou que a abertura do mercado de crédito pelo BC nos últimos 10 a 15 anos ampliou a concorrência, com maior acesso e condições mais favoráveis em várias modalidades. Entretanto, a expansão foi rápida demais, e linhas sem garantia, com juros mais altos, passaram a ocupar boa parte do orçamento familiar.
Perfil do endividamento
O presidente da Febraban explicou que o crédito não deve ser encarado como complemento de renda nem como fonte de renda. O foco é entender se o endividamento decorre do uso do crédito para manter o consumo, e não de uma renda adicional estável.
Sidney também observou um aumento no nível de inadimplência no Brasil e apontou que dívidas no orçamento familiar estão se tornando mais caras, com prazos mais curtos e menor sensibilidade à renda disponível.
Fatores adicionais
Outro ponto relevante discutido foi o impacto de gastos com apostas e jogos online sobre a renda familiar. Segundo o dirigente, esse tema não era considerado pela indústria financeira, mas pode representar um desafio para a gestão financeira das famílias.
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