- O consórcio europeio Qivalis já reúne 37 entidades financeiras de 15 países, incluindo sete bancos espanhóis.
- Além do BBVA e CaixaBank, entram no grupo Abanca, Banco Sabadell, Bankinter, Cecabank e Kutxabank.
- Espanha é o país com mais representantes no Qivalis, fortalecendo a participação local na emissão de stablecoins atreladas ao euro.
- O objetivo é emitir uma stablecoin ligada ao euro na segunda metade do ano, buscando pagamentos transfronteiriços mais rápidos e custos menores.
- O projeto busca reduzir a dependência de sistemas de pagamento dos EUA e avançar para uma infraestrutura on‑chain regulada na zona do euro.
A Espanha ampliou sua presença no consórcio europeu de stablecoins, o Qivalis. O grupo já soma 37 bancos de 15 países, com sete instituições espanholas na lista. BBVA e CaixaBank já faziam parte, e Abanca, Banco Sabadell, Bankinter, Cecabank e Kutxabank oficializaram hoje a adesão.
O objetivo do consórcio é emitir uma stablecoin atrelada ao euro ainda neste ano. A iniciativa busca oferecer pagamentos transfronteiriços mais rápidos, com menor custo e liquidação on-chain, fortalecendo a autonomia financeira europeia frente aos ativos em dólar.
Quem está envolvido
Além das sete novas adesões espanholas, o grupo já contava com bancos como CaixaBank e Banco Madrid, entre outros. A lista supera 25 novas instituições que aderiram ao projeto, reforçando a capilaridade da rede europeia de serviços financeiros em ambiente regulado.
Quando e onde
A oficialização ocorreu nesta semana, com sede operacional do consórcio em Amsterdã. O DNB, banco central da Holanda, trabalha para conceder a licença de instituição de pagamento eletrônico, etapa considerada essencial para a distribuição da stablecoin.
Por quê
O Qivalis defende a necessidade de uma solução de pagamentos em euros, eficiente, com liquidação on-chain e conectada a contratos inteligentes. A meta é reduzir a dependência de infraestruturas de pagamento dominadas por atores dos EUA e apoiar a tokenização de ativos.
Contexto e perspectiva
A iniciativa surge em meio a um mercado de stablecoins ainda relativamente pequeno em euros, que representa uma parcela diminuta do total global. A versão europeia visa facilitar liquidez corporativa 24 horas e pagamentos programáveis, com maior integração entre ativos tokenizados.
Reflexos regulatórios
A estratégia europeia enfatiza conformidade regulatória e soberania monetária. O coletivo destaca que o euro precisa manter-se como principal moeda de liquidação nas infraestruturas financeiras digitais da região. A expectativa é que a licença holandesa chegue nos próximos meses.
Projeções
Especialistas apontam que a adesão de novas instituições aumenta a viabilidade de uma moeda estável europeia, com potencial de ampliar o uso entre clientes e exchanges regulados. O avanço dependerá, entre outros aspectos, da aprovação regulatória final.
Fontes e próximos passos
O grupo sinaliza negociações com exchanges regulados para distribuição da stablecoin, sujeito à aprovação final do operador. A conclusão dependerá da obtenção da licença do Banco Central da Holanda e da validação regulatória europeia.
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