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Estrela, criadora de Banco Imobiliário e Genius, entra com recuperação judicial

Estrela solicita recuperação judicial de oito empresas em Minas Gerais, citando alta de custo de capital e competição com jogos digitais; operações não são afetadas

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  • A Estrela pediu recuperação judicial na Justiça de Três Pontas, em Minas Gerais, com protocolo na Comarca de Três Estrelas, comunicando o movimento nesta quarta-feira, 20 de maio; o pedido envolve oito empresas do grupo.
  • Os motivos apresentados incluem aumento do custo de capital, dificuldade de crédito e maior concorrência com jogos digitais e importados, principalmente da Ásia.
  • O mercado reagiu mal: as ações da Estrela operavam com queda de cerca de trinta e três por cento na B3 por volta das 11h35.
  • A empresa afirma que apresentará futuramente o plano de recuperação judicial, que precisará ser aprovado pelos credores, e não informa o valor total da dívida; as operações não devem ser afetadas no curto prazo.
  • No último balanço divulgado, referente a 2024, a Estrela registrou prejuízo líquido de R$ 24,26 milhões; em 2026, as ações caíram 38,5% e o valor de mercado é de aproximadamente R$ 33,4 milhões.

A Estrela, fabricante de brinquedos conhecida por Banco Imobiliário, Detetive e Genius, pediu recuperação judicial. O protocolo foi feito na Justiça de Três Pontas, em Minas Gerais, na manhã desta quarta-feira, 20 de maio. O grupo alega aumento do custo de capital, crédito mais difícil e competição com jogos digitais e importados.

O pedido envolve oito empresas do grupo, entre elas Brinquemolde, Catu Comércio de Cosméticos, Editora Estrela Cultural, Estrela Distribuidora e JM Comércio e Indústria de Plásticos. A justificativa apresentada foca em pressões econômicas setoriais e mudança de comportamento do consumidor.

O mercado reagiu com queda nas ações da Estrela: cerca de 11h35, a queda já passava de 30% na B3. A alta da Selic, fixada hoje em 14,5%, é citada pela empresa como parte do ambiente desfavorável. A instituição mantém a produção, segundo o comunicado.

A empresa aponta ainda aumento de concorrência com jogos digitais, redes sociais e produtos importados, principalmente da Ásia, como fatores que afetam a demanda por brinquedos físicos. O protocolo visa facilitar a reestruturação do passivo do grupo.

O documento assinado por Carlos Tilkian, diretor de relações com investidores, informa que a Estrela apresentará um plano de recuperação judicial futuramente, sem data definida, para aprovação dos credores. O valor total da dívida não foi divulgado.

Segundo o texto, a decisão não afeta as operações industriais nem a venda de produtos. A Estrela destaca possuir histórico de mais de 26 mil brinquedos diferentes desde a sua fundação, em 1937, em São Paulo.

A empresa afirma manter a continuidade das atividades, assegurando atendimento a clientes, parceiros e fornecedores durante o processo de reestruturação. Tilkian não respondeu a contatos do NeoFeed.

Contexto setorial aponta que a recuperação judicial de companhias de consumo vem ganhando espaço após fusões e impactos econômicos recentes, com exemplos recentes no mercado brasileiro.

Panorama financeiro e prazos

  • A Estrela não informou prazo para o plano de recuperação.
  • Atingida por custos de crédito mais elevados, o grupo busca reequilibrar o passivo.
  • A operação não implica encerramento das atividades nem fechamento de lojas.

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