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Grupo dono da Gol prevê passagens 20% mais caras para compensar o querosene

Grupo Abra prevê reajuste de passagens em cerca de 20% para repassar a alta do querosene; retorno total até o fim do ano, com recuperação média de 60%

Parcela não recuperada via tarifas acaba pressionando o caixa da empresa, segundo CEO da Abra
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  • Grupo Abra, controlador da Gol e Avianca, estima elevar passagens em cerca de 20% para compensar a alta do querosene de aviação causada pela guerra no Oriente Médio.
  • O CEO Adrian Neuhauser afirmou que a empresa pretende repassar 100% do aumento do combustível às tarifas até o fim do ano, com recuperação média em torno de 60% no período.
  • A diferença entre o preço do combustível antes e depois da guerra, mais passagens vendidas antes do reajuste e possível impacto sobre a ocupação explicam o repasse ainda aquém de 100%.
  • A estimativa considera consumo mensal de aproximadamente 70 milhões de galões ao longo de dez meses.
  • A Abra informou ter ampliado hedge para cerca de 60% do consumo de combustível do negócio de passageiros entre junho e agosto, com teto de US$ 4 por galão; entre março e maio, a proteção era de cerca de 50% com teto de US$ 2,45 por galão. Também mencionou gestão dinâmica de capacidade e medidas de disciplina de custos.

O Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, projeta elevar as passagens em cerca de 20% para compensar integralmente a alta do querosene de aviação provocada pela guerra no Oriente Médio. A previsão vale até o fim deste ano.

Segundo Adrian Neuhauser, CEO da Abra, a empresa evita divulgações de guidance, mas sinalizou o repasse da alta do combustível às tarifas. A recuperação média esperada fica em torno de 60% no período.

A diferença entre o preço do combustível antes e depois da guerra, aplicada a um consumo mensal próximo de 70 milhões de galões por dez meses, explica parte do impacto no caixa. A ocupação dos voos também é citada como fator a ser considerado.

Hedge e gestão de capacidade

A Abra ampliou a proteção de compra de combustível para cerca de 60% do volume do negócio de passageiros entre junho e agosto, com teto de US$ 4 por galão. Entre março e maio, a cobertura ficou em torno de 50%, com teto de US$ 2,45 por galão.

A companhia também anunciou gestão dinâmica de capacidade de curto prazo, com otimização de rotas de menor desempenho e consolidação de oferta em mercados mais fortes. Medidas de disciplina de custos e ganhos de sinergia operacional acompanham o pacote.

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