- O presidente-executivo do HSBC pediu aos funcionários que não resistam à IA, afirmando que ela pode tornar os trabalhadores versões mais produtivas de si mesmos.
- O Standard Chartered anunciou quase oito mil desligamentos e mencionou a substituição de “capital humano de menor valor” por tecnologia, com cortes estimados em 15% das funções corporativas até 2030.
- O HSBC emprega mais de 211 mil pessoas, enquanto o StanChart tem cerca de 83 mil funcionários.
- Dados de analistas do Morgan Stanley indicam que, no último ano, empresas de serviços financeiros, tecnologia e profissionais demitiram cerca de 5% da força de trabalho devido à IA.
- Bancos têm sinalizado cortes e maior adoção de IA, com cautela sobre impactos, treinamento de funcionários e efeitos em funções de back office.
O HSBC pediu aos seus funcionários nesta quarta-feira 20 que não combatam a inteligência artificial (IA) nem se deixem dominar pelo temor. O objetivo é mostrar que a IA pode ampliar a produtividade, ao mesmo tempo em que gera novas funções dentro do banco.
Segundo o presidente-executivo Georges Elhedery, a IA generativa irá destruir alguns empregos, mas também criará oportunidades. Ele afirmou que a empresa busca uma transição responsável, com mudanças que permitam evoluir profissionalmente.
O banco destacou que a tecnologia pode liberar tarefas repetitivas, promovendo eficiência. A mensagem reforça uma visão de adoção gradual, com foco em qualidade de entrega e capacitação interna.
Reação de concorrentes e impacto no mercado
O Standard Chartered, rival do HSBC, comunicou na terça-feira cerca de 8 mil desligamentos, classificando como substituição de “capital humano de menor valor” por tecnologia. O objetivo é reduzir 15% das funções corporativas até 2030.
Bill Winters, CEO do StanChart, ressaltou que funções de back office são as mais vulneráveis, mas garantiu que haverá programas de requalificação para os empregados que quiserem se adaptar.
O HSBC emprega mais de 211 mil pessoas, enquanto o StanChart soma cerca de 83 mil. As declarações refletem a pressão do setor para equilibrar eficiência e proteção de empregos.
Contexto e panorama internacional
Estudos apontam que setores de serviços financeiros já abriram espaço para ajustes por IA, com demissões em empresas de tecnologia, serviços e profissionais. Analistas ressaltam a necessidade de equilíbrio entre produtividade e preservação de empregos.
Uma pesquisa do Morgan Stanley indica cortes em setores relacionados à IA, envolvendo serviços bancários, tecnologia e áreas profissionais. O relatório aponta impactos em trabalhadores remotos e jovens profissionais em TI.
Perguntas sobre a escala das demissões ainda permanecem em discussão entre os bancos, com empresas adotando a IA de forma gradual. Em outubro, o Goldman Sachs sinalizou cortes e desaceleração de contratações em memória interna.
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