- INSS estima aumento de cerca de R$ 11 bilhões na despesa com benefícios previdenciários no segundo relatório bimestral.
- Despesa líquida com benefícios em 2026 deve passar de R$ 1,066 trilhão para R$ 1,077 trilhão.
- Os números não consideram sentenças judiciais, nem a compensação previdenciária aos regimes próprios (Comprev) nem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
- O Ministério do Planejamento divulga, na sexta-feira, 22, o segundo relatório bimestral, que atualiza receitas, despesas, resultado primário e contenção de gastos.
- No momento, não há valores contingenciados, mas há um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento.
O INSS estima elevar em cerca de 11 bilhões de reais a despesa prevista com benefícios previdenciários no segundo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento. A revisão é para o exercício de 2026.
Segundo a nota técnica obtida pelo Valor, a despesa líquida com benefícios deve subir de 1,066 trilhão para 1,077 trilhão de reais. O ajuste não considera sentenças judiciais nem a compensação aos regimes próprios, o que inclui o Comprev.
A projeção também não contempla o Benefício de Prestação Continuada, que pode ter a previsão revista para cima. Essas revisões aumentam a pressão sobre as contas públicas e o equilíbrio do orçamento.
O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) divulgará na sexta-feira o segundo relatório bimestral de avaliação do Orçamento, com atualização de receitas, despesas e resultado primário. O documento orienta medidas de contenção.
Atualmente não há valores contingenciados no Orçamento, mas há um bloqueio de 1,6 bilhão de reais, segundo informações oficiais. A divulgação completa deve esclarecer impactos setoriais e cenários fiscais.
Fonte: Valor Econômico
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