- Organização criminosa especializada em clonagem de cartões movimentou R$ 338 milhões entre 2017 e 2022.
- Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão em 38 endereços na capital, incluindo um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca e quatro empresas.
- O grupo atuava com clonagem de cartões, estelionato e lavagem de dinheiro, usando laranjas para transferir recursos para empresas de fachada.
- a apuração começou após um suspeito tentar sacar R$ 1 milhão em uma agência da zona sudoeste; a polícia foi acionada pelos funcionários.
- Foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, relógios, R$ 250 mil em dinheiro, contadores de notas, máquinas de cartão e carros de luxo; a delegada Karina Costa aponta a existência de vários núcleos dentro da organização.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou uma quadrilha especializada em clonagem de cartões e lavagem de dinheiro. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca e em outros 38 endereços na capital, incluindo quatro empresas. O objetivo foi rastrear a estrutura financeira do grupo, ativo entre 2017 e 2022.
Segundo a investigação, o grupo atuava com clonagem de cartões, estelionato e lavagem de dinheiro. A apuração teve início após um suspeito tentar sacar 1 milhão de reais em uma agência na zona sudoeste, o que motivou a atuação policial. Parte dos recursos era direcionada por meio de laranjas para empresas de fachada.
Ao todo, a operação apreendeu documentos, dispositivos eletrônicos, relógios, 250 mil reais em dinheiro, um contador de notas, máquinas de cartão e veículos de luxo. A delegada Karina Costa mencionou que alguns laranjas tinham perfil econômico baixo e moravam em comunidades, mas moviam somas expressivas, indicando a existência de múltiplos núcleos dentro da organização.
Estrutura e desdobramentos da investigação
As apurações apontam que o grupo operava por meio de diferentes núcleos, com elos entre clonagem de cartões e disfarces empresariais. Ainda não houve identificação de vítimas específicas, e as apurações seguem para mapear a extensão dos golpes.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a origem dos recursos e o funcionamento interno da quadrilha. Não houve prisões anunciadas no momento, segundo autoridades, e a corporação segue coletando indícios nos endereços vistoriados.
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