- Renzo Gracie disse ao Estadão ter aconselhado investidores árabes a cancelar a compra do Banco Master, após avaliação negativa do negócio.
- Seu CPF foi usado por um sócio para assinar contrato em que a Fictor e uma gestora árabe declararam manter interesse na aquisição do Master, mesmo após a liquidação do banco.
- Documentos indicam que Gracie, Eric Leandri e Ludgero de Souza são sócios da Lerco Consulting, registrada em Abu Dabi; Leandri assinou o contrato usando o CPF de Gracie.
- Gracie negou ter apoiado as negociações e afirmou ter pedido o cancelamento do negócio; disse ter feito três telefonemas para recomendar desistência.
- A Royal Capital, gestor de fortunas com atuação na região, tem relação com o mundo árabe; Gracie mantém vínculos com o emir Tahnoon Bin Zayed Al Nahyan.
O lutador Renzo Gracie afirmou ao Estadão que orientou investidores árabes a não seguir com a compra do Banco Master. A tratativa envolveu a empresa de consultoria Lerco Consulting, sediada em Abu Dhabi, e a gestora Royal Capital, dos Emirados. A negociação foi objeto de investigação sob a ótica de contratos envolvendo a Fictor, que também atuava no esforço de aquisição.
Contexto do negócio
Segundo documentos analisados pela reportagem, o CPF de Gracie foi utilizado por um sócio para assinar o contrato entre a Fictor e a Royal Capital, que discutiam uma possível compra do Master mesmo após a liquidação do banco pelo Banco Central. Eric Leandri, francês, atuou como intermediário do negócio.
Participação e vínculos
Gracie, Leandri e Ludgero de Souza aparecem como sócios na Lerco Consulting, com participações similares. O acordo indicava a Lerco como representante na negociação, com assinatura em nome da Lerco usando o CPF de Gracie, o que gerou questionamentos sobre a legalidade do registro.
Declarações e atualizações
Entre abril e maio, Gracie manteve silêncio inicial, voltou a falar apenas ao Estadão e negou ter apoiado as negociações. Em seus dizeres, afirmou ter aconselhado a Royal Capital a cancelar a operação, descrevendo o Master como um investimento inadequado.
Desdobramentos e contexto
A Royal Capital, sediada em Abu Dhabi, diz atuar na gestão de fortunas de famílias da região, mas não divulga informações sobre ativos sob gestão. A Fictor, por sua vez, enfrentou recuperação judicial recentemente, com alegação de dívidas de bilhões de reais.
Relações internacionais e cenário
Gracie mantém ligações com o mundo árabe, incluindo amizade com o sheik Tahnoon Bin Zayed Al Nahyan, conselheiro de segurança nacional. A relação com o universo dos Emirados é destacada pela reportagem como parte do contexto da negociação.
Repercussões na imprensa
O Estadão já havia publicado anteriormente que Gracie era próximo a sócios de Leandri, reforçando a conexão entre as partes envolvidas. Novos documentos indicam uma relação societária entre Gracie, Leandri e Ludgero na Lerco Consulting.
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