- A Rheinmetall avalia emissão de dívida de 500 milhões de euros em títulos a cinco anos, primeira desde 2010.
- Crédit Agricole CIB e UniCredit atuam como coordenadores globais; Commerzbank, Crédit Agricole CIB, Deutsche Bank, Société Générale e UniCredit participam como colocadoras.
- O contexto geopolítico, com guerras na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, aumenta a necessidade de gasto europeu em defesa, favorecendo empresas do setor como a Rheinmetall.
- A empresa acumula queda de mais de 23% na bolsa este ano, mas já subiu mais de mil por cento desde o início do conflito na Ucrânia.
- Investidores estariam reticentes com fabricantes de armas tradicionais, dando preferência a drones e tecnologias emergentes.
A Rheinmetall, maior empresa de defesa alemã, testa o interesse do mercado com a sua primeira emissão de dívida desde 2010. A companhia pretende colocar 500 milhões de euros em bonds de cinco anos, marcará o retorno ao mercado de crédito após 16 anos, conforme avanço da Bloomberg.
Coordenadores globais da operação são Crédit Agricole CIB e UniCredit, com participação de Commerzbank, Crédit Agricole CIB, Deutsche Bank, Société Générale e UniCredit como colocadoras. A operação visa captar recursos para estratégia corporativa.
O cenário geopolítico sustenta o movimento: a guerra entre Rússia e Ucrânia e ações recentes dos EUA e de Israel em relação ao Irã elevam a demanda europeia por defesa. A Rheinmetall aparece como o principal expoente do setor no continente.
No ano, a ação da empresa acumula queda frente a máximos atingidos, após resultados abaixo das previsões. Analistas questionam as altas valorizações do setor de defesa. Alguns investidores demonstram preferência por drones e tecnologias emergentes.
A empresa mantém o foco em oportunidades de demanda geopolítica, enquanto busca diversificar sua base de investidores para a emissão em discussão. As informações sobre a operação são apuradas com fontes próximas ao tema.
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