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Senado adia votação de PEC que aumenta a autonomia do Banco Central

Pedido de vista adia votação da PEC de autonomia do Banco Central; governo quer retomar debate apenas após as eleições

Proposta permite que o Banco Central tenha controle sobre o próprio orçamento e utilize receitas próprias para custeio das atividades. -
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  • A CCJ do Senado adiou a votação da PEC que amplia a autonomia do Banco Central, após pedido de vista do senador Weverton Rocha (PDT‑MA).
  • O relator Plínio Valério apresentou uma nova versão do parecer, com Vanderlan Cardoso (PSD‑GO) mantendo a proposta de maior autonomia para o BC, inclusive sobre orçamento e receitas próprias.
  • O governo federal trabalha para que a discussão seja retomada apenas após as eleições deste ano, com resistência centrada na autonomia orçamentária do BC.
  • O texto passa a classificar o BC como entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, além de ampliar regulação, supervisão e resolução pela instituição.
  • Também prevê que o BC tenha exclusividade na regulação e operação do Pix, com gratuidade para pessoas físicas; o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que a autonomia financeira é essencial para a fiscalização.

A CCJ do Senado adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição que amplia a autonomia do Banco Central. O pedido de vista foi apresentado pelo senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, interrompendo a análise da matéria. A ideia volta à pauta na próxima semana.

A nova versão do parecer do relator, deputado Plínio Valério, foi apresentada após o texto ser proposto por Vanderlan Cardoso, do PSD de Goiás. A PEC amplia a autonomia já prevista em 2021, dando ao BC controle sobre o próprio orçamento e receitas para custear suas atividades.

Contexto e objetivo da PEC

A proposta define o BC como entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira. O texto reforça regulação, supervisão e resolução, mantendo o BC desvinculado de ministérios e de órgãos da administração pública.

Posição do governo e motivações

Nos bastidores, o governo federal atua para postergar o debate até depois das eleições. A resistência central gira em torno da autonomia orçamentária, que reduziria a influência do governo sobre recursos destinados ao BC.

Pontos em discussão e argumentos

Vanderlan Cardoso afirmou que o BC vive um cenário de colapso operacional e defendeu a aprovação para assegurar funcionamento adequado. Plínio Valério ressaltou que o Senado continuará a controlar o orçamento, mesmo com maior independência financeira.

Aspectos práticos e impactos

A PEC também prevê que o BC tenha domínio sobre a regulação do Pix, com a operação sob sua responsabilidade e a garantia de gratuidade para pessoas físicas. O texto reforça mecanismos de combate a fraudes.

Declarações recentes

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou, em audiência no Senado, que a autonomia financeira é essencial para a fiscalização e atuação da instituição. Segundo ele, sem orçamento próprio, o BC pode reduzir áreas de supervisão por falta de recursos.

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