- O setor de infraestrutura terminou 2025 com recordes de investimentos e concessões, mesmo com juros elevados, incluindo 13 leilões rodoviários que somaram 6,2 mil km concedidos e 135 bilhões de reais em investimentos contratados.
- O ciclo projetou um total anual de 280 bilhões de reais, dos quais 235 bilhões vieram do setor privado; no mercado de capitais, ofertas públicas somaram 839 bilhões de reais e debêntures incentivadas chegaram a 178 bilhões.
- Dados são da JGP Financial Advisory.
- Na energia, houve avanço do debate sobre o curtailment das renováveis, que atingiu 20% da capacidade integrada ao sistema, e aprovação da Lei 15.269/2025, considerada a maior reforma do setor desde 2004.
- O segmento de transmissão manteve-se defensivo, com o Leilão nº 4/2025 contratando 5,53 bilhões de reais em investimentos e deságio médio de 48%; o armazenamento em baterias deve ganhar espaço regulatório em 2026.
O setor de infraestrutura fechou 2025 com recordes de investimentos e concessões, mesmo com juros elevados. Foram 13 leilões rodoviários, que ocuparam 6,2 mil km e geraram 135 bilhões de reais em contratos. O total previsto para o ano atingiu 280 bilhões, com 235 bilhões vindos do setor privado. No mercado de capitais, as ofertas públicas somaram 839 bilhões e as debêntures incentivadas chegaram a 178 bilhões. Os números são da JGP Financial Advisory.
A atividade no setor reflete um ciclo intenso de concessões e captação de recursos, calibrado pelo desempenho de infraestrutura e pela demanda de investimentos privados para infraestrutura de transporte e logística. O cenário evidencia o papel de leilões como motor de volumes e descolado do efeito direto das taxas de juros.
Energia e regulação
Na energia, o debate sobre curtailment das renováveis atingiu 20% da capacidade integrada ao sistema, aumentando a atenção regulatória. Foi aprovada a Lei 15.269/2025, considerada a maior reforma do setor desde 2004.
O segmento de transmissão manteve-se como o mais defensivo, com o Leilão 4/2025 contratando 5,53 bilhões de reais em investimentos, com deságio médio de 48%. O armazenamento em baterias passou a integrar a agenda regulatória e deve ganhar espaço em 2026.
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