- Auditor fiscal Olavo José Gouveia Oliva foi preso preventivamente durante a Operação Khalas, deflagrada pela força-tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia.
- Investigação aponta que o grupo é responsável por adulterar mais de 111 milhões de litros de combustíveis desde 2023, com prejuízo estimado de cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos.
- Durante a operação, foram apreendidos R$ 263 mil em espécie em um escritório ligado ao auditor preso; também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Salvador e nas cidades de Feira de Santana, Camaçari e Candeias.
- Dois servidores municipais de Candeias foram afastados das funções públicas no âmbito das investigações.
- A investigação, conduzida pelo Ministério Público da Bahia, pela Polícia Civil e pela Secretaria da Fazenda da Bahia, envolve o núcleo financeiro da organização criminosa e utiliza indícios de importação irregular de insumos para abastecer unidades clandestinas de mistura de combustíveis.
Durante a manhã desta quinta-feira (21), a Operação Khalas cumpriu mandados de prisão preventiva contra um servidor público estadual e mais duas pessoas no contexto da força-tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia. O grupo é investigado por integrar um esquema de adulteração de combustíveis desde 2023, com prejuízo estimado aos cofres públicos.
O alvo principal é Olavo José Gouveia Oliva, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia. A CNN Brasil está buscando contato com a defesa dele. Também houve prisões na Bahia, bem como mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.
A apuração indica que o grupo manipulava o fornecimento de combustíveis, adulterando insumos e desviando nafta e solventes para unidades clandestinas chamadas “batedeiras”, para distribuição no mercado.
Ao todo, a força-tarefa apreendeu 263 mil reais em espécie em um escritório ligado ao auditor preso. Além das prisões, 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nessas cidades.
Desdobramentos e participação institucional
A investigação envolve o Ministério Público da Bahia (MPBA), a Polícia Civil e a Sefaz, com participação de órgãos de fiscalização como Gaesf, Infip/Sefaz e Neccot/Draco.
Os investigadores apontam que a organização criminosa envolvia agentes públicos estaduais e municipais, que recebiam vantagens para facilitar ações do grupo e proteger atividades de fiscalização.
O esquema também utilizava importação irregular de insumos para alimentar as chamadas “batedeiras”, onde o combustível era adulterado antes de chegar aos distribuidores.
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