- O PIB do Brasil subiu 2,3% em 2025, após expansão de 3,4% em 2024.
- O Centro-Oeste foi a única região a não desacelerar em 2025, com alta de 5% no ano, impulsionada pela agropecuária (peso de 17,7% no IBCR).
- Norte teve crescimento de 3,3% em 2025, com contribuição da agropecuária, indústria de transformação e comércio.
- Sul avançou 3,1% em 2025, com apoio da indústria de transformação, comércio e agropecuária.
- Mercado de trabalho segue aquecido, com todas as regiões registrando suas menores taxas de desocupação desde o início da série em 2012; houve desaceleração do crédito, especialmente no Centro-Oeste.
O Centro-Oeste foi a única região a manter o ritmo da atividade econômica em 2025, segundo o Boletim Regional de 2025 do Banco Central (BC). O PIB brasileiro avançou 2,3% em 2025, após subir 3,4% em 2024, com crescimento disseminado, apesar da desaceleração em quatro das cinco grandes regiões.
O BC aponta que o crescimento nacional foi apoiado pela agropecuária e pela indústria em algumas regiões, enquanto outras mostraram maior fluxo de serviços e extrativa. O indicador IBCR revela o desempenho regional, destacando a ausência de desaceleração no Centro-Oeste.
Desempenho por região
O Centro-Oeste registrou alta de 5,0% em 2025, frente 2,7% em 2024. A agropecuária respondeu por grande parte do ganho, contribuindo com 17,7 pontos percentuais no IBCR, com Mato Grosso puxando o desempenho da região.
Na região Norte, o crescimento foi de 3,3% em 2025, ante 4,7% no ano anterior. A agropecuária também ajudou, fortalecida pela indústria da transformação e pelo comércio. A recuperação ocorreu de forma mais gradual.
O Sul avançou 3,1% em 2025, frente 3,8% em 2024. A indústria da transformação, o comércio e a agropecuária sustentaram o desempenho acima da média nacional, conforme o BC.
No Sudeste, o crescimento foi de 1,6% em 2025, abaixo de 3,2% em 2024. A queda ocorreu principalmente pela indústria da transformação e pelo comércio, com contribuições parciais da extrativa, dos serviços e da agropecuária.
O Nordeste registrou alta de 2,3% em 2025, após 3,9% em 2024. A indústria de transformação, o comércio e os serviços mostraram recuo, influenciando o ritmo do desempenho regional.
Mercado de trabalho e crédito
O BC informa que o mercado de trabalho continuou aquecido; todas as regiões atingiram as suas menores taxas de desocupação desde o início da série histórica, em 2012. O emprego manteve o ritmo firme mesmo com a desaceleração econômica.
O ritmo de crescimento do crédito desacelerou em todas as regiões, sendo mais abrupto no Centro-Oeste, onde a participação do crédito rural é maior. A economia regional, portanto, segue dependente do crédito para a expansão.
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