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Como usar a restituição do IR sem cair em armadilhas financeiras

Restituição do IR pode quitar dívidas com juros altos, fortalecer reserva de emergência ou iniciar investimentos com planejamento

Novas regras do Imposto de Renda começam a beneficiar trabalhadores já nos salários pagos em fevereiro de 2026
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  • A restituição do Imposto de Renda 2026 já distribute milhões de brasileiros; o dinheiro pode ajudar a reorganizar a vida financeira.
  • A recomendação principal é quitar dívidas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial, ainda que não seja possível zerar tudo.
  • Se houver saldo, é possível renegociar condições com bancos, normalmente obtendo descontos ao dar um pagamento inicial.
  • Para quem não tem dívidas, o alvo deve ser formar uma reserva de emergência correspondente a pelo menos três meses do custo de vida.
  • Feita a reserva, o passo seguinte é investir com planejamento, considerando perfil e objetivos, em opções como LCI, LCA, RDC e fundos de investimento.

A restituição do Imposto de Renda do ano-base 2026 já começou a movimentar milhões de brasileiros que aguardam o depósito da Receita Federal. O dinheiro aparece como um recurso extra no orçamento, mas especialistas orientam uso estratégico para evitar endividamento.

Segundo Orestes Miraglia, diretor comercial do Sicoob Credicom, é fundamental planejar a devolução com foco na redução de dívidas e na melhoria da saúde financeira, especialmente com juros ainda elevados no país.

A orientação principal é quitar dívidas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. Mesmo se o valor não cobrir tudo, amortizar parte da dívida reduz o peso dos juros ao longo dos meses.

Quem ficar endividado após a restituição pode renegociar condições com bancos e instituições. Um pagamento inicial costuma facilitar descontos e acordos mais vantajosos, segundo o especialista.

Miraglia destaca que, na maioria dos casos, quitar dívidas é mais inteligente do que investir, já que os juros de crédito costumam superar a rentabilidade de aplicações tradicionais. Exceções ocorrem quando a dívida é com juros baixos e bem administrada.

Para quem não tem dívidas, a recomendação é criar ou fortalecer a reserva de emergência. O objetivo é cobrir imprevistos sem depender de empréstimos, mantendo ao menos três meses do custo de vida em aplicações de baixo risco e alta liquidez.

Após a montagem da reserva, o passo seguinte é investir com foco em objetivos de médio e longo prazo. A escolha deve considerar momento de vida, planos futuros e tolerância ao risco, com opções como LCI, LCA, RDC e fundos de investimento.

A avaliação é de que a restituição pode servir como ponto de partida para uma organização financeira mais estável, desde que haja planejamento e disciplina, sem decisões impulsivas.

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