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Deolane e Cadillac Escalade: SUV de R$ 2,1 milhões não é vendido oficialmente no Brasil

Escalade apreendido mostra importação independente: luxo chega fora da linha oficial, com tributos elevados e sem venda direta da Cadillac no Brasil

Ao menos quatro carros de luxo são apreendidos durante Operação Vérnix.
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  • A Cadillac ainda não vende carros no Brasil, mas o Cadillac Escalade apreendido com Deolane Bezerra chegou ao país por importação independente, com tributos altos envolvidos.
  • Além do Escalade, foram apreendidos um Mercedes‑Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander. O preço para trazer o veículo parte de cerca de R$ 2,1 milhões.
  • A operação ocorre por meio da importação independente, que depende de etapas com Ibama, Denatran, Receita Federal e consultorias especializadas, com boa dose de burocracia e custos.
  • O processo envolve verificação de registro, licenças de importação, certidões, CAT (Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito) e a necessidade de cumprir regras de emissões e ruído.
  • Empresas de assessoria dizem que muitas compras são feitas por who buscam facilidades e agilidade, e que peças e manutenção costumam ficar caras para importados.

A Cadillac não comercializa veículos no Brasil ainda, mas uma unidade de Escalade foi apreendida com a influenciadora Deolane Bezerra. O SUV de luxo, apreendido nesta quinta-feira, integra um conjunto de veículos retidos pela Polícia Civil no âmbito de investigações de lavagem de dinheiro. Além dele, foram apreendidos um Mercedes-Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander.

O valor estimado para trazer o Cadillac ao Brasil parte de cerca de R$ 2,1 milhões, segundo importadores consultados. Não fica claro se a aquisição ocorreu diretamente nos EUA ou se o veículo foi comprado como seminovo no Brasil.

O Escalade é o modelo principal da Cadillac, com motor V8 6,2 litros, 691 cv de potência, 89,9 kgfm de torque e tração 4×4. O interior exibe tela de 55 polegadas, acabamento em madeira e couro de alto padrão.

A operação envolve importação independente, um caminho que não depende da fabricante para trazer carros ao Brasil. O processo é regulamentado pelo programa Mover e exige cumprir etapas com Ibama, Denatran e a Receita Federal.

Entre as exigências estão a Licença de Importação emitida pelo Ibama, verificação de emissões e ruído, além do Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) do Denatran. O registro é concluído após a Declaração de Importação no sistema da Receita.

Segundo especialistas, a burocracia costuma ampliar custos e prazos. Uma operação completa pode levar até 90 dias, com tributação elevada ao longo do trajeto. Em geral, o total de custos pode chegar a somar várias vezes o valor do veículo.

Garantias e assistência técnica podem não seguir o mesmo padrão de modelos comprados oficialmente no Brasil. Peças e manutenção tendem a exigir soluções de oficinas especializadas e podem ter preços mais elevados.

Por fim, mudanças no combustível brasileiro, com alto teor de etanol, podem exigir adaptações técnicas em componentes de alta tecnologia importados. Entre as vantagens percebidas, há a possibilidade de ter modelos raros no mercado nacional.

Em todas as etapas, a importação independente envolve consultoria especializada para orientar compradores. De acordo com representantes do setor, esse serviço ajuda a agilizar a conclusão da operação, porém não reduz a complexidade regulatória.

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