- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que deve discutir em breve com o presidente Lula nomes para a diretoria do Banco Central, que hoje tem duas vagas.
- A escolha final caberá a Lula após conversas com Durigan e com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, com o objetivo de sabatinar os indicados e recompor o Copom.
- Durigan afirmou não acreditar que a rejeição de Jorge Messias para o STF atrapalhe a apreciação dos nomes do BC.
- Sobre a PEC que amplia a autonomia do BC, ele disse que a última versão tem problemas, mas é possível encontrar saídas para aumentar a autonomia financeira sem prejudicar outras áreas, como o Tesouro.
- A solução, segundo Durigan, depende de acordos sobre demandas de servidor e tecnologia do BC, ressaltando que outros órgãos públicos também enfrentam o mesmo problema.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em entrevista à CNN que deve discutir em breve nomes para a diretoria do Banco Central (BC) com o presidente Lula, que fará a escolha final. Durigan ressaltou que pretende retomar as conversas com o presidente.
Segundo o ministro, Haddad atuou no tema antes de deixar o cargo e Durigan pretende voltar a tratar com Lula em breve. O objetivo é encaminhar nomes para que o Copom seja reconstituído e volte a funcionar plenamente.
Durigan informou que a decisão final caberá a Lula, após conversas com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Atualmente, o BC tem duas diretorias vagas, o que impacta a governança da instituição.
Indicações ao BC e cenário institucional
Durigan disse não considerar que a rejeição de Jorge Messias para o STF afete a apreciação dos indicados ao BC. A análise dos nomes cabe ao Senado Federal, de acordo com o processo vigente.
Sobre a PEC que confere autonomia ao BC, o ministro avaliou que a versão recente apresenta problemas, mas apontou que há caminhos para ampliar a autonomia financeira do BC sem comprometer outras áreas, como o Tesouro Nacional.
Durigan citou a possibilidade de atender as demandas de servidores e tecnologia do BC, dois pontos que o presidente Galípolo colocou como prioritários em audiência no Senado. Ele ressaltou que outros órgãos públicos também enfrentam dificuldades.
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