- SpaceX fará sua oferta pública no Nasdaq em 12 de junho, após apresentar o folheto S-1 àSEC e iniciar roadshow em 5 de junho.
- A operação pode levantar entre 75 mil e 80 mil milhões de dólares, com valoração entre 1,8 e 2,0 trilhões de dólares, buscando o maior debut na história.
- Em 2025, a empresa teve receita consolidada de 18,674 bilhões de dólares e prejuízo operacional de 2,589 bilhões; no trimestre encerrado em 31 de março de 2026, foram 4,694 bilhões de receita e prejuízo operacional de 1,943 bilhões.
- Os segmentos Espaço e Conectividade responderam pela maior parte da receita, com Conectividade (Starlink) gerando 3,257 bilhões de dólares no trimestre, e Starlink somando 10,3 milhões de assinantes ao fim de março.
- A estrutura de ações de dupla classe confere a Musk o controle, com 85,1% dos direitos de voto; o conselho vincula remuneração a metas ambiciosas como colônia humana em Marte e centros de dados espaciais; investidores acompanham também a evolução de outras empresas de tecnologia com planos de IPO em 2026.
Elon Musk levará a SpaceX ao Nasdaq no dia 12 de junho, com a divulgação pública do S-1 antes do Roadshow que começa no dia 5. A empresa busca o maior debut da história de bolsa, mirando entre 75 e 80 bilhões de dólares em captação e uma avaliação entre 1,8 e 2 trilhões de dólares, ainda em números negativos.
A SpaceX apresentou números internos ao mercado, ainda com prejuízos. Em 2025, a empresa teve receita consolidada de 18,674 bilhões de dólares e prejuízo operacional de 2,589 bilhões. O EBITDA ajustado foi de 6,584 bilhões.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou receita de 4,694 bilhões, prejuízo operacional de 1,943 bilhão e EBITDA ajustado de 1,127 bilhão. Do total de ganhos, os segmentos Espaço e Conectividade responderam pela maior parte.
Conectividade, liderada pelo Starlink, gerou 3,257 bilhões de dólares no trimestre encerrado em 31 de março de 2026, com lucro operacional de 1,188 bilhão. Em 2025, a unidade somou 11,387 bilhões de receita e EBITDA ajustado de 7,168 bilhões, com crescimento expressivo.
O segmento Espaço registrou 4,086 bilhões de dólares em 2025, com prejuízo operacional de 657 milhões e EBITDA ajustado de 653 milhões. Analistas destacam que a imagem de Musk pode influenciar o interesse dos investidores, sobretudo pela falta de comparáveis diretos para a SpaceX.
A SpaceX projeta um mercado potencial total de 28,5 trilhões de dólares, com foco em IA. Em fevereiro, a fusão com a XAI integrou a empresa ao portfólio de Musk, avaliando a SpaceX em 1 trilhão de dólares e a XAI em 250 bilhões.
Além do histórico de seus lançamentos, a SpaceX consolidou-se como maior empresa espacial global desde 2002, impulsionada pelos satélites Starlink e pelo uso de foguetes reutilizáveis. A empresa planeja colonização de Marte e centros de dados de IA no espaço.
O acordo de OPV envolve bancos como Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e J.P. Morgan. A SpaceX já apresentou o S-1 confidencialmente em abril para receber comentários da SEC. A oferta usará ações de Classe A com voto único, e Classe B com maior peso de voto, controlando Musk.
O conselho garantiu a Musk controle da empresa, condicionando parte de sua remuneração a metas ambiciosas, incluindo uma colônia humana em Marte e centros de dados espaciais com capacidade de processamento muito superior. O documento anual cita que Musk detém 85,1% dos direitos de voto agregados.
A OPV da SpaceX ocorre em meio a movimentos no setor de tecnologia. OpenAI acelerou planos de abertura de capital, buscando uma valorização próxima a um trilhão de dólares, com estreia prevista para setembro, colocando pressão sobre rivais no ritmo de saída a bolsa.
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