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Fim da escala 6×1: haverá ganho de produtividade?

Especialista afirma que fim da escala 6x1 sem planejamento produtivo pode frear ganhos de produtividade e exigir transição gradual

Sessão da Câmara dos Deputados, em Brasília, deve votar o fim da escala 6x1 na semana que vem
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  • Câmara dos Deputados deve votar na semana que vem o fim da escala 6×1, tema em debate atualmente.
  • O colunista Fernando Schüler afirma que a discussão precisa considerar impactos de médio e longo prazo, especialmente produtividade.
  • Segundo Schüler, a produtividade do trabalho no Brasil cresceu em média 0,8% ao ano nos últimos 30 anos, com o agronegócio acima de 5%, enquanto serviços e indústria ficaram praticamente estagnados.
  • Ele alerta que o país está envelhecendo, o que eleva despesas públicas e pressiona a queda da produtividade, dificultando a superação da armadilha da renda média.
  • Schüler critica o relatório de Léo Prates, defendendo uma transição gradual da jornada de trabalho, com investimento em tecnologia, gestão, abertura econômica e formação, para evitar ganhos de produtividade menores.

A Câmara dos Deputados deve definir, na próxima semana, o destino da proposta que encerra a escala 6×1. O debate envolve mudanças na jornada de trabalho, com foco em produtividade e custo para o Estado. A discussão ocorre no contexto de políticas públicas e reformas em pauta.

Para o colunista Fernando Schüler, o tema precisa ser visto com perspectiva de médio e longo prazo. O desafio é vencer a armadilha da renda média e avançar no desenvolvimento econômico, redução da pobreza e melhoria do IDH brasileiro.

Ele lembra que apenas 34 países conseguiram esse avanço nos últimos 40 anos, e cita exemplos comparáveis ao Brasil: Polônia, Coreia do Sul e Chile, cada um em contextos bem distintos. A questão central é a produtividade do trabalho.

Schüler aponta que, nos últimos 30 anos, a produtividade brasileira subiu apenas 0,8% ao ano, com exceção do agronegócio, que cresceu acima de 5%. Serviços e indústria estagnaram, segundo ele, o que reforça o desafio estratégico.

O colunista ressalta que, com o envelhecimento da população, aumenta a despesa pública e a pressão sobre a produtividade, ampliando a distância em relação à superação da renda média. A transição precisa ser gradual.

Ele defende que a redução da jornada deve ocorrer de forma progressiva, para permitir adaptação de empresas, uso de novas tecnologias e melhoria de gestão. Segundo ele, ganhos de produtividade acompanhados podem trazer benefícios.

Entretanto, o relatório do deputado Léo Prates, com apresentação prevista para segunda-feira, é visto como mais alinhado a uma transição curta e sem uma visão sistêmica de produtividade. Esse foco é questionado pelo analista.

Segundo Schüler, houve nos últimos anos um movimento que contrastou com a ideia de produtividade, com aumento de carga tributária e ausência de reformas estruturais relevantes, além de regimes especiais no desenho fiscal.

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