- Gasto com Previdência subiu 11 bilhões de reais no último bimestre, segundo o Ministério da Previdência ao Ministério do Planejamento.
- A alta é atribuída aos benefícios concedidos e à redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
- O relatório bimestral de receitas e despesas, que será divulgado nesta sexta-feira, 22, deve trazer esse dado.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo aumentará o bloqueio de despesas no orçamento, já que há 1,6 bilhão de reais bloqueados atualmente.
- O objetivo do governo é zerar a fila do INSS até o fim do ano, mantendo o fluxo mensal de cerca de 1,3 milhão de pedidos e trabalhando para que esse tempo seja abaixo de 45 dias.
O Ministério da Previdência informou ao Ministério do Planejamento que as despesas previdenciárias cresceram 11 bilhões de reais no último bimestre. A informação deve constar no relatório bimestral de receitas e despesas a ser divulgado nesta sexta-feira, 22. A alta está ligada aos benefícios concedidos e à redução da fila de atendimentos do INSS, segundo apurado pela reportagem.
A notícia foi publicada inicialmente pelo Valor Econômico e confirmada pelo Estadão/Broadcast. A explicação oficial aponta aumento de gastos obrigatórios como principal fator para o incremento, sem indicar contingenciamento imediato por queda de arrecadação.
Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que haverá maior bloqueio de despesas no Orçamento no relatório a ser apresentado na sexta. Atualmente, o bloqueio soma 1,6 bilhão de reais e deverá subir para recomposição orçamentária diante do aumento de despesas.
Durigan explicou que não haverá contingenciamento por frustração de receita, já que as receitas estão em linha com o esperado. O governo planeja, contudo, ampliar o bloqueio para reduzir gasto obrigatório e manter o equilíbrio fiscal.
Na quarta-feira, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, comentou que o objetivo é zerar a fila do INSS até o fim do ano. A meta é manter o fluxo de pedidos em cerca de 1,3 milhão mensais, com entregas em menos de 45 dias.
Queiroz ressaltou que a meta envolve reduzir a fila para abaixo de 1,3 milhão e manter o tempo de espera abaixo de 45 dias. O governo afirma acompanhar o desempenho entre as metas e planeja ações para manter o ritmo até o encerramento do ano.
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