- Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, quer usar a carteira Credcesta, avaliada em R$ 9 bilhões, para ajudar o BRB, que tem fluxo de pagamentos sob controle do liquidante do Master.
- DF pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a devolução desse fluxo ao BRB; a questão tramita em primeira instância na Justiça Federal.
- A crise do BRB envolve pressão de que o banco receba aporte de até R$ 8,8 bilhões via Fundo Garantidor de Crédito e consórcio de bancos para aumento de capital até 29 de maio.
- A governadora disse que houve avanço na liquidez após transferir ativos do Master para um fundo gerido pela Quadra Capital; já houve primeira parcela de cerca de R$ 1 bilhão, com mais R$ 3 bilhões esperados até dia 29.
- O BRB afirmou que as carteiras Credcesta foram regularmente cedidas e continuam vinculadas ao BRB, com o liquidante responsável pelo repasse dos valores devidos.
O governo do Distrito Federal avalia usar uma carteira de crédito de aproximadamente 9 bilhões de reais, conhecida como Credcesta, para salvar o BRB, diante do rombo envolvido no negócio Master. A operação depende de decisões judiciais e de ajustes internos no banco e no governo.
Com a liquidação do Master pelo Banco Central, o fluxo de pagamentos desses créditos passou a ser gerido por um liquidante, e não pelo BRB, o que ampliou incertezas sobre recebimentos. A governadora Celina Leão pediu a readequação junto ao STF e à Justiça Federal.
Segundo Celina, o fluxo credor pertence ao BRB e está sob responsabilização do liquidante. Ela afirmou que o BRB tem sido pressionado a reconhecer perdas desse fluxo e que a devolução ao BRB depende de decisão judicial, com andamento em primeira instância.
A equipe de governo do DF já solicitou ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, a devolução do fluxo ao BRB, mantendo contato com a Justiça para avançar na formalização dessa gestão de ativos.
A crise de liquidez do BRB tem relação com o rombo do Master e com créditos sem lastro. O DF depende de um aporte de 8,8 bilhões de reais do FGC e de um consórcio de bancos para ampliar o capital do BRB até 29 de maio, para evitar intervenção regulatória.
A governadora afirmou que não há mais expectativa de apoio direto do Tesouro Nacional e que a garantia viria de recursos do repasse obrigatório ao FCDF, via uma estrutura de garantia para o crédito junto ao FGC.
Em relação ao relacionamento com o Planalto, Celina disse que há uma segunda via de suporte, sem participação direta do governo federal, e ressaltou que o diálogo com o governo federal não está alinhado ao seu estilo de gestão.
A instituição BRB informou que as carteiras do Credcesta, adquiridas junto ao Master, continuam sob sua titularidade mesmo com a liquidação, e que o liquidante fica responsável pelo repasse dos valores devidos, conforme as operações.
No âmbito político, a governadora disse não temer críticas de adversários que questionam o timing do manejo da crise, destacando que busca soluções efetivas e que houve gestões administrativas anteriores que contribuíram para o desequilíbrio.
A gestão de Ibaneis Rocha, antecessor, foi citada pela governadora como responsável por despesas sem previsão orçamentária, enquanto ela afirmou ter implementado ajustes e reduções de contrato para manter o orçamento sob controle.
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