- Governo prevê leilões de concessão de seis hidrovias no primeiro semestre de 2027, incluindo Paraguai, Madeira, Tocantins, Tapajós, Hidrovia Verde e Hidrovia da Lagoa Mirim.
- As concessões visam ganhos logísticos, sociais e ambientais, com maior eficiência no transporte de cargas, redução de custos e geração de empregos.
- Investimentos em infraestrutura hidroviária somam 1,5 bilhão de reais entre 2023 e 2026; para 2026 a LOA prevê mais de 540 milhões, sendo que mais de 200 milhões já foram pagos.
- Em reestruturação do setor, a Hidrovia do Parnaíba foi delegada ao estado do Piauí em 2025; a Hidrovia do São Francisco será descentralizada para a Codeba em 2026; o acordo sobre o Paraguai envolve pedágio e gestão compartilhada, com conclusão prevista no segundo semestre.
- Também há ações para melhorar a navegabilidade, como dragagens e eclusas; derrocamentos no Tocantins (Pedral do Lourenço) e no Tietê (Nova Avanhandava); Manaus Moderna deve ter início de obras com ordem de serviço em maio de 2026, em um custo de 876 milhões.
O governo federal planeja leilões para concessão de seis hidrovias no primeiro semestre de 2027. O cronograma envolve os rios Paraguai, Madeira, Tocantins e Tapajós, além da Hidrovia Verde e da Hidrovia da Lagoa Mirim. A estimativa é parte de um conjunto de ações da SNHN, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.
O pleito consta em balanço de dois anos de atuação da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação. O objetivo é ampliar a infraestrutura hidroviária, concentrando esforços na melhoria da navegação, logística e integração regional.
Entre as mudanças estruturais anunciadas, destaca-se a descentralização de algumas hidrovias para estados e entidades, como a transferência da Hidrovia do Parnaíba para o Piauí, ocorrida em 2025, e a futura descentralização da Hidrovia do São Francisco para a Codeba, prevista para 2026.
Os pacotes de concessões são considerados prioritários desde 2023, com parte dos leilões já prevista para ocorrer. A expectativa é de ganhos logísticos, sociais e ambientais, incluindo maior eficiência no transporte de cargas e redução de custos.
Segundo a secretaria, os investimentos em infraestrutura somam R$ 1,5 bilhão entre 2023 e 2026, mais que o dobro do período 2019-2022. Para 2026, a LOA prevê mais de R$ 540 milhões para o setor, com pouco mais de R$ 200 milhões já quitados.
No fluxo de cargas, a movimentação por vias interiores atingiu 145 milhões de toneladas em 2025, alta de 12,4% ante 2024. Na cabotagem, o volume passou de 214 milhões para 223 milhões de toneladas no mesmo período.
A SNHN mencionou ações para garantir a navegabilidade, como dragagens e operação de eclusas. Também há planejamento de ações diante de uma possível estiagem severa no segundo semestre.
Derrocamentos no Tocantins, em Pedral do Lourenço, e no Tietê, em Nova Avanhandava, estão previstos com prazos de três anos e junho de 2026, respectivamente. Esses projetos visam ampliar a navegabilidade em trechos críticos.
O governo sinalizou ainda o início efetivo das obras do Terminal Hidroviário de Manaus, conhecido como Manaus Moderna, para atender a população local estimada em 2,1 milhões de habitantes. A assinatura da ordem de serviço está vinculada a agenda com o presidente e o ministro.
O projeto de ampliação do terminal tem orçamento estimado em R$ 876 milhões, com previsão de etapas de elaboração de projeto e construção a partir de maio de 2026. A medida deve fortalecer a capacidade logística da região amazônica.
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